Colômbia 'em marcha' pela não violência

Igreja local promove iniciativa em solidariedade à família de Fabiola Ruiz, uma empregada doméstica que foi morta na véspera de Ano Novo

Madri, (Zenit.org) | 349 visitas

Depois de conquistar, pelo quinto ano consecutivo, o triste recorde de maior número de agentes pastorais mortos, e depois de bater os "recordes" de 1.900 assassinatos (dos quais 1.600 cometidos com armas de fogo), a Colômbia agora vai às ruas contra a violência. A Igreja colombiana organizou ontem, em Cali, uma marcha para pedir o fim dos contínuos assaltos e assassinatos que ocorrem na região.

Muitas pessoas aderiram à iniciativa, promovida em solidariedade à família de Fabiola Ruiz, uma trabalhadora doméstica assassinada em 31 de dezembro de 2013, na sua própria casa, pelas mãos de dois assassinos. Homens, mulheres, jovens, idosos e crianças – informa a agência de notícias Fides - marcharam e rezaram juntos, com velas e rosários em mãos, da paróquia do bairro onde a mulher morava, no Alto Jordão, até o lugar onde o assassinato foi cometido.

A nota recebida pela agência também recorda o empenho de Mons. Dario de Jesus Monsalve, arcebispo de Cali, pela não-violência. "Nossa marcha - disse o bispo à imprensa local - é uma maneira de dizer basta à violência, partindo da nossa fé. Nós não vamos parar, queremos convocar toda a comunidade a dar um basta a esta onda de violência".

Em setembro de 2013, o arcebispo fez ouvir a sua voz quando denunciou os ataques contra sacerdotes, após o assassinato do pároco e do vice pároco de San Sebastián Roldanillo. Um relatório publicado pela imprensa colombiana afirma que nos primeiros seis dias de 2014, em Cali, foram mortas 25 pessoas em episódios isolados, incluindo quatro menores de idade. Normalmente, a vingança é a principal causa, seguido por confrontos entre gangues.