Colômbia: Igreja tem plano de tolerância zero aos abusos contra menores

Apresentado Decreto de Prevenção do Abuso contra Menores

Roma, (Zenit.org) | 387 visitas

O diretor do Departamento de Ministérios Ordenados do episcopado colombiano, pe. Juan Álvaro Zapata, enfatizou a postura de tolerância zero da Igreja Católica no tocante aos casos de abuso contra menores. “A Igreja não esconde, não camufla, não omite, não permite e não comunga com o abuso contra menores", declarou Zapata na apresentação do Decreto de Prevenção do Abuso contra Menores, que começa a entrar em vigor no país.

O sacerdote afirmou que a Igreja criou mecanismos que procuram "prevenir, combater e enfrentar essas realidades tristes e dolorosas". O decreto, apresentado em 29 de outubro, tem três dimensões: o acolhimento das vítimas, o seguimento e investigação do caso e a determinação canônica. "A igreja rejeita esse tipo de ato, procura fazer justiça e está aplicando todos os meios para cooperar com todas as investigações em âmbito canônico e civil", destacou o presbítero.

A Igreja "está fazendo um trabalho profundo nos seminários", durante o processo de discernimento, acompanhamento e formação dos candidatos a padres. Desta forma, ela pretende ordenar presbíteros que respondam e estejam preparados para viver a vocação com coerência, comenta ele.

Ao se referir às causas desse tipo de ato, Zapata explicou que a pedofilia e a efebofilia são patologias que não provêm da opção feita por uma pessoa que renuncia à vida sexual e opta pelo celibato. "É uma realidade que sempre existiu na sociedade como um fato pecaminoso e como um delito. Foi praticado por muitos homens e mulheres de todas as áreas. Surge no ser humano de qualquer condição. Esta realidade não depende da vida celibatária, é fruto de uma patologia que é consequência de muitos fatores".

O pe. Juan Álvaro Zapata destacou ainda que a estrutura do decreto e os procedimentos que ele adota são integrais porque envolvem juristas, psicólogos e assessores espirituais, disponíveis para orientar as vítimas e os denunciados. O decreto é fruto de diretrizes da última Assembleia Plenária do episcopado colombiano, realizada em julho de 2013. Até o momento, as diretrizes se transformaram em decretos nas dioceses de El Espinal e Tunja. O resto das jurisdições eclesiásticas do país estão tramitando a publicação dos seus próprios decretos. Uma vez publicado, qualquer decreto pode ser consultado abertamente.