Colômbia: o presidente Santos assume o segundo mandato

Cardeal Salazar exorta à sinergia e à defesa da democracia

Roma, (Zenit.org) Sergio Mora | 377 visitas

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, assumiu ontem à tarde o seu segundo mandato ao receber a faixa presidencial na sede do Congresso. A data coincide com a festa nacional colombiana e com o 195º aniversário da Batalha de Boyacá.

No dia anterior, o cardeal Rubén Salazar Gómez tinha recordado que “ser católico também é ser um excelente cidadão” e pediu que “sejamos conscientes das obrigações e dos direitos que o país nos exige”.

Em suas declarações, reproduzidas pelo site da Conferência Episcopal, o cardeal afirmou: "Temos uma democracia frágil, mas, no fim das contas, uma democracia. Somos autônomos, donos do nosso destino e por isso temos que criar uma sinergia que nos permita construir uma pátria grande". Salazar convidou o povo da Colômbia a construir uma pátria diferente, afastada das ambições puramente pessoais e na qual sejam cumpridas as obrigações e sejam dados verdadeiros exemplos de patriotismo.

Como vice-presidente, assumiu Germán Vargas Lleras. Ele substitui Angelino Garzón, que vinha de um sindicato da esquerda radical. Na cerimônia de posse, estiveram ausentes o líder opositor Álvaro Uribe, que, no segundo turno, perdeu por pouco para Santos, e a bancada do Centro Democrático.

Santos declarou: "Precisamos conseguir um país com paz total, com equidade e que seja o mais educado da América Latina. A paciência dos colombianos não é infinita. Senhores das Farc, estejam advertidos", em referência aos diálogos de paz em Havana, que estão se prolongando para além do desejado. "Tivemos progressos importantes [nas negociações de paz]. Conseguimos chegar a acordos em três dos cinco pontos substanciais: desenvolvimento agrário, participação política e solução das drogas ilícitas. Agora avançamos para o quarto ponto, as vítimas". E acrescentou: "Vou empregar todas as minhas energias no cumprimento deste mandato de paz".

“Estamos na fase final das conversações”, disse Santos, reconhecendo que “esta será a etapa mais difícil e mais exigente. Exigirá sacrifícios e decisões, principalmente quanto às vítimas. Queremos dar fim ao conflito para garantir que não haja mais vítimas”.

Santos abordou então um tema central dos diálogos, o da impunidade dos que cometeram crimes. O presidente reeleito afirmou que a justiça deverá seguir o seu curso, referindo-se aos recentes ataques cometidos pelas Farc contra elementos da infraestrutura do país. Torres de energia, aquedutos e rodovias foram alvo de atentados.