Com castidade, religiosos dão testemunho de liberdade

Segundo o cardeal Franc Rodé, prefeito da Congregação vaticana para os consagrados

| 974 visitas

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 8 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- O cardeal Franc Rodé, prefeito da Congregação vaticana para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, considera que os religiosos, com sua opção pela castidade, dão hoje ao mundo um extraordinário exemplo de liberdade.



«A vida consagrada é uma opção de liberdade», assegura em uma entrevista concedida ontem à edição italiana de «L’Osservatore Romano», jornal da Santa Sé.

«Por que São Francisco [de Assis, ndr.] escolheu este caminho?», pergunta o purpurado esloveno, e responde: «Para ser livre. Não tomou uma decisão niilista, mas uma decisão de liberdade».

Segundo o cardeal, eleito para este cargo por João Paulo II em 2004, «em uma sociedade na qual a castidade no celibato é um ideal possível, também o matrimônio e a sexualidade ficam libertados».

«Estou certo – confessa – de que a castidade liberta a sexualidade, inclusive a das pessoas casadas.»

Ante o secularismo que parece ter provocado uma profunda crise na vida consagrada em algumas partes do mundo, o cardeal Rodé apresenta como resposta o «magistério cotidiano» de Bento XVI, cujas «palavras-chave» são: «liberdade, alegria, beleza, esperança».

Hoje os consagrados «são sobretudo os homens e mulheres da esperança», conclui, pois «encarnam uma dimensão que com freqüência perdeu a humanidade: o sentido da transcendência, da eternidade».