Com o papa já de volta ao Vaticano, encerra-se com êxito a viagem à Terra Santa

O Santo Padre partiu de Tel Aviv para Roma na noite desta segunda-feira

Cidade do Vaticano, (Zenit.org) Redacao | 263 visitas

O papa Francisco encerrou a viagem de três dias à Terra Santa e retornou à Itália no voo LY 514, da companhia israelense El-Al. O Boeing 777 partiu do aeroporto internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, com as bandeiras de Israel e do Vaticano, após a cerimônia de despedida em que estiveram presentes Shimon Peres, presidente de Israel, e o primeiro-ministro Benjamim Netayahu.

Na pista do aeroporto, a banda de honra tocava em homenagem ao Santo Padre enquanto ele se dirigia ao avião. Ao se despedir, o papa saudou um grupo numeroso de pessoas, entre as quais o custódio da Terra Santa, o franciscano Pierbattista Pizzaballa, que o acompanhou em diversos momentos da peregrinação.

A viagem do papa começou no último sábado, no reino da Jordânia, e passou pela Palestina, no domingo, e por Israel, onde o papa permaneceu durante toda esta segunda-feira. Às 20h10 de ontem, no horário local (14h10 em Brasília), o avião fechou as portas e, instantes depois, deu início à decolagem rumo à Itália.

A viagem do Santo Padre conteve muitos gestos simbólicos e abre novas esperanças para uma região em que as negociações de paz entre palestinos e israelenses estão estancadas há vários anos.

No reino da Jordânia, o Santo Padre elogiou o modelo de convivência inter-religiosa existente no país. No Estado da Palestina, afirmou que é hora de dar fim ao conflito, parou diante do muro que separa a Palestina de Israel e rezou pela paz na Síria, além de convidar o presidente palestino e o de Israel a “irem à minha casa em Roma” para rezar pela paz.

Em Israel, Francisco encontrou o patriarca ecumênico Bartolomeu, visitou a Esplanada das Mesquitas pedindo que sejam evitadas quaisquer atitudes que comprometam a paz e foi ao Muro das Lamentações, onde rezou e abraçou o rabino Skorka e o imã Abboud, que o acompanharam na viagem, demonstrando que a sincera amizade inter-religiosa é possível.

No mesmo dia, o papa rezou diante do memorial às vítimas do terrorismo e foi ao Yad Vashem, o museu do Holocausto, onde declarou um “nunca mais”, referindo-se, inclusive, ao atentado xenófobo e antissemita cometido neste sábado, 24, na Bélgica. Francisco também se encontrou com o presidente e com o primeiro-ministro de Israel e plantou com eles uma oliveira, símbolo da paz.

A viagem do papa incluiu encontros com as periferias, com os doentes, com os feridos pela vida e pelas guerras, com os órfãos e com os refugiados, além de uma reunião com religiosas, religiosos, sacerdotes, seminaristas e fiéis que diariamente dão testemunho de Jesus e da sua fé católica.