Começa em Roma o Festival Internacional de Cinema Católico

Entrevista com Liana Marabini, fundadora e presidente do evento

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José Antonio Varela Vidal

ROMA, sexta-feira, 29 de junho de 2012 (ZENIT.org) - O cinema de valores tem um novo encontro em Roma, no III Festival Internacional de Cinema Católico. A edição, batizada de Mirabile Dictu (“Maravilhas para compartilhar”, em livre tradução do latim), acontece de 2 a 5 de julho e inclui o lançamento do Congresso Internacional Cinema e Nova Evangelização, que se realiza em 10 cidades do mundo ao longo dos próximos meses.

ZENIT conversou com Liana Marabini, fundadora e presidente do evento, que conta com o apoio dos dicastérios vaticanos da Cultura e da Promoção da Nova Evangelização.

ZENIT: Como surgiu a ideia de um festival de cinema católico?

L. MARABINI: Surgiu por causa do meu compromisso com a Igreja. Eu tento, na minha vida privada e no meu trabalho, mostrar a beleza e a qualidade da Igreja. Este festival faz parte desse grande compromisso que nos convida a chegar mais perto de Deus.

ZENIT: Como o cinema pode ser um veículo para transmitir a beleza da Igreja?

L. MARABINI: O cinema é um meio acessível a todas as pessoas, independentemente do nível cultural, da nacionalidade ou da idade. Ele tem essa característica da acessibilidade, que faz do cinema um meio de comunicação ideal para transmitir estilos de vida, personalidades e ações positivas, principalmente palavras positivas. E ele pode também transmitir a palavra de Deus.

ZENIT: Como você avalia os filmes das duas primeiras edições do festival?

L. MARABINI: Tanto os filmes que ganharam quanto aqueles que não ganharam e chegaram até a final encontraram uma boa distribuição, programação na televisão, e foram acolhidos nas salas de cinema. E chegaram a um público amplo, o que para nós é uma coisa maravilhosa, uma satisfação enorme.

ZENIT: Como os diretores e produtores participam?

L. MARABINI: A inscrição é feita pelo site. Este ano recebemos mais de mil filmes e trabalhamos oito meses só para fazer a pré-seleção. Depois, houve uma segunda seleção, que foi feita por uma segunda comissão. Eles escolheram três filmes por categoria. Estes filmes são vistos pelos jurados do festival, que escolhem o vencedor.

ZENIT: Quais são os valores que os produtores teriam que apresentar hoje?

L. MARABINI: A característica que eu procuro em um filme é aquela que fica na memória. Se você viu um filme e sai do cinema e nem está mais pensando naquele filme, então ele fracassou no papel dele. Mas se você sai e continua pensando no filme e no dia seguinte se lembra de um detalhe ou de uma frase, então o filme atingiu a finalidade, que é deixar uma marca na sua mente, no seu corpo e no seu espírito.

ZENIT: No festival haverá um congresso internacional pela primeira vez, não é?

L. MARABINI: Eu criei o congresso este ano, pensando no Ano da Fé, porque acho que o cinema, como meio de evangelização, é um instrumento muito poderoso, que tem uma grande força. O congresso vai chegar a dez cidades do mundo, como o Rio de Janeiro, na mesma época da Jornada Mundial da Juventude, em 2013.

ZENIT: Vai haver alguma outra novidade no festival deste ano?

L. MARABINI: Sim. A notícia é que nesta segunda-feira, dia 2, que é o dia do início do festival, já começa o congresso e depois estreia na Itália o filme Uma mulher chamada Maria. No final da seção, nós vamos pegar o currículo de quem quiser entregá-lo, e essas pessoas vão ser convidadas a participar ativamente no meu próximo filme, como atores ou figurantes. O filme vai ser sobre a batalha de Lepanto. Vamos contar essa grande vitória para a liberdade, que foi possível graças à fé que uniu as pessoas.

ZENIT: Já que você conhece tanto de cinema, quais são as suas dicas para escolhermos um bom filme?

L. MARABINI: São muitos filmes bons! E é muito difícil dizer do que eu gosto. Mesmo assim, eu recomendo aqueles filmes que nos apresentam personagens que nós gostaríamos de imitar. Isso porque, hoje, o cinema nos mostra personagens negativos, com quem os jovens se identificam, já que eles são apresentados como se fossem personagens heroicos. No lugar deles, eu recomendo especialmente para os pais de família que eles levem os filhos para ver filmes com heróis admiráveis, que a gente queira imitar. Outra sugestão que eu faço é ver filmes que nos inspirem, que nos ajudem na vida.

Para mais informação: www.mirabiledictu-icff.com

(Trad. Zenit)