Confiança em Deus implica atuar pela construção da paz

Afirma Dom Anuar Battisti, arcebispo de Maringá

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MARINGÁ, quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- «A confiança em Deus não isenta a pessoa na construção da paz, da justiça e da segurança», afirma um arcebispo brasileiro.

Dom Anuar Battisti, arcebispo de Maringá (Paraná, sul do Brasil), comenta esta semana em seu blog o tema da Campanha da Fraternidade (CF) da Igreja no país, que discute durante a Quaresma a segurança pública.

«O objetivo geral da CF 2009 é suscitar o debate sobre a segurança pública, contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade para que todos construam a justiça social, garantia da segurança para todos», afirma.

Segundo o arcebispo, «a confiança em Deus conduz o irmãos para o Shalom, à paz. Este termo aparece 239 vezes na Escritura do qual abrange o bem-estar, felicidade, saúde, segurança, relações sociais equilibradas, harmonia consigo mesmo, com o próximo e com Deus».

«A paz na Bíblia é a aliança que Deus fez com o povo de Israel em vista da paz e para a paz. A paz é fruto da justiça.»

Como ações concretas que podem ser desenvolvidas na comunidade eclesial e na sociedade, o arcebispo indica, por exemplo, assegurar serviços de caridade para com a vítimas da violência e seus familiares.

Também «apoiar as associações que lutam para superar as causas da insegurança»; «promover o diálogo com os poderes públicos, leis e políticas públicas que permitam a construção de uma sociedade mais segura».

«Organizar casas de acolhidas que atendam com compaixão e solidariedade as vítimas da violência e os grupos de risco»; «privilegiar o tempo quaresmal em vista da conversão e da mudança de mentalidade na busca da coerência entre fé e vida».

Dom Anuar indica ainda que se fortaleçam as pastorais sociais, sobretudo a pastoral carcerária. Que se tenha presente «o diálogo ecumênico e inter-religioso e inter-cultural para a busca de caminhos na construção da vida segura».

«Difundir a espiritualidade da não violência, priorizando o diálogo, a solidariedade, o perdão»; «promover dinâmicas de perdão entre as famílias», afirma.