CONGO: campanha eleitoral envenenada pela violência

O cardeal Monsengwo denuncia o clima de tensão

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KINSHASA, sábado 12 novembro de 2011 (ZENIT.org) .- O cardeal arcebispo de Kinshasa Laurent Monsengwo Pasinya denunciou o clima de violência e vingança que domina na campanha eleitoral para as próximas presidenciais que se celebrarão no dia 28 de novembro.

Conforme relatado na sexta-feira à agência Fides, o cardeal disse: "Nós somos testemunhas diárias de incidentes que surpreendem pela sua frequência: há provocações, há quem se arme com machados e rifles, há destruição e incêndios, como se estivessem na presença de um inimigo em ordem de batalha ou que o objetivo das eleições fosse o de destruir o país em vez de construí-lo, ou que as eleições tenham como objetivo matar mais do que promover e salvaguardar a vida”. O Cardeal Arcebispo de Kinshasa rejeitou, com essas palavras, o clima de violência e tensão que envenena a campanha para as eleições presidenciais do 28 de Novembro na República Democrática do Congo (RDC).

Falando nesta quinta-feira 10 de novembro, em Kinshasa, o cardeal considerou que "avisa o retorno do medo e da tensão, da incerteza, até mesmo do pânico"; "Como podemos confiar em líderes incapazes de proteger a população? Como podemos eleger a governantes que nos dêem garantias de paz, justiça, verdade e amor pelo povo?", perguntou o cardeal que pediu para todos trabalharem por umas eleições seguras e serenas.

Desde o dia 28 de outubro, que começou a campanha, várias pessoas ficaram feridas em confrontos entre o partidários do presidente cessante Kabila e os da oposição, em especial em Kinshasa e nas cidades de Lubumbashi e Mbuji-Mayi.

Conforme relatado na mesma agência em setembro passado, a Igreja Católica preparou a 30 mil observadores eleitorais com o fim de ajudar a garantir a regularidade das eleições justas.
Dado que os observadores enviados pela União Europeia são 120, pode-se apreciar a importância da contribuição dos observadores católicos na próxima consulta.

O número foi anunciado no dia 23 de setembro durante a cerimônia de abertura do programa de educação cívica e eleitoral encomendado aos bispos locais da Comissão "Justiça e Paz".