Congregações religiosas e Cáritas contra nova escravidão

O tráfico de pessoas humanas

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CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 3 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- A União de Superiores Gerais de religiosos e a Cáritas apresentaram uma declaração conjunta condenando o tráfico de seres humanos como uma das piores violações dos direitos humanos e se comprometeram a trabalhar juntos para combatê-lo.

A União de Superiores Gerais (USG/UISG) representa mais de um milhão de religiosos e religiosas de todo o mundo e a Cáritas Internacional é uma das maiores redes de ajuda humanitária do mundo, com 162 organizações incluídas.

A aliança entre as congregações religiosas e as organizações da Cáritas intensificará suas ações em favor das vítimas do tráfico e fortalecerá o alcance dos recursos para os agentes empenhados na ação prática.

A aliança trabalhará em benefício das vítimas do tráfico, melhorando os canais de prevenção e tornando a assistência acessível a elas.

Sébastien Dechamps, responsável pelo tema do tráfico na Cáritas Internacional, diz: «O tráfico de seres humanos é uma nova forma de escravidão no mundo. É um ato criminoso que viola os direitos humanos, a dignidade e a integridade desses novos escravos e escravas. O tráfico é um fenômeno mundial e, por este motivo, só se atuarmos como rede mundial poderemos combatê-lo. Confiamos em que este acordo entre a Cáritas Internacional e a USG/UISG seja eficaz e sirva de apoio mútuo na luta contra o tráfico».

A Cáritas Internacional indicou quatro áreas principais para a ação contra o tráfico, que se adaptam a suas atividades: prevenção, assistência, incidência e trabalho em rede.

A Cáritas já declarou seu compromisso para trabalhar nestas áreas em seu informe «O compromisso da Cáritas Internacional na luta contra o tráfico de seres humanos» e pôs em andamento uma rede ecumênica denominada COATNET (Christian Organizations Against Trafficking –Organizações Cristãs contra o Tráfico) que já alcançou uma dimensão mundial.

A USG/UISG se compromete a oferecer sua competência específica no âmbito da educação pública, mediante publicações e encontros públicos, e compartilhando suas experiências na formação de especialistas na área, com o serviço pastoral e a reabilitação das vítimas.