Congresso Mundial da Misericórdia acontece na América Latina pela primeira vez

Bispos colombianos e cardeal Schönborn esperam grande número de participantes de todo o mundo em Bogotá

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ROMA, sábado, 13 de outubro de 2012 (ZENIT.org) - Depois de Roma e Cracóvia, em 2008 e 2011, esta será a primeira vez que um Congresso da Divina Misericórdia acontece fora da Europa. O cardeal Schönborn indica que a capital colombiana foi selecionada pela sua capacidade de chegar ao coração do Evangelho e por servir de inspiração para a Igreja de hoje.

O Congresso avaliará o quanto o tema da misericórdia é fundamental para a vida cristã dos nossos contemporâneos. Através da Divina Misericórdia, novas pessoas sempre encontram um novo acesso ao evangelho.

Sua Excelência, dom Garcia, anunciou que, durante o Congresso, a Misericórdia Divina mostrará todo o seu significado como serviço do impulso missionário da Igreja. O bispo sul-americano foi encarregado da preparação do congresso por parte da Conferência Episcopal da Colômbia.

"Sem a missão, a Igreja morre", enfatizou dom Garcia. O zelo missionário da comunidade cristã não pode se desenvolver sem que seja a partir de uma experiência pessoal da Misericórdia. Além desta conversão pessoal, há uma conversão pastoral, que também será decisiva para o futuro da Igreja".

“A misericórdia consiste no fato de não esperarmos que as pessoas venham até nós. Pelo contrário, nós é que vamos ao encontro delas, casa por casa, para levar a mensagem da misericórdia". Dom Garcia agrega: "Se uma paróquia não é missionária, ela não tem misericórdia”.

Além de um forte impulso para a renovação da Igreja, o catolicismo colombiano espera do Congresso Mundial uma contribuição para uma paz estável no país, marcado por décadas de guerra civil e de conflitos devidos às drogas. "A estrada da Divina Misericórdia, para nós, é uma estrada de confiança, porque a Colômbia precisa de um caminho de paz", disse ainda o bispo de Istmina.

A misericórdia como o paradigma

A Misericórdia Divina é um termo chave no pontificado do papa João Paulo II (1978 -2005). Durante o Grande Jubileu do Ano 2000, ele transformou o primeiro domingo depois da Páscoa na Festa da Divina Misericórdia. Em seguida, canonizou a Irmã Faustina Kowalska (1905 -1938), cujas visões desempenharam um papel decisivo na espiritualidade da Misericórdia. João Paulo II morreu precisamente na vigília do Domingo da Divina Misericórdia. Durante a sua última visita à Polônia, em 2002, ele inaugurou em Cracóvia o novo Santuário da Divina Misericórdia, insistindo: "Não há outra fonte de esperança para as pessoas a não ser a misericórdia de Deus".

Um tema comum para o futuro

A ideia de um Congresso Mundial da Misericórdia nasceu após a morte do papa João Paulo II, durante uma reunião de bispos e sacerdotes com o cardeal Schönborn, em Cracóvia. A ideia foi amplamente incentivada pelo papa Bento XVI. No programa do congresso, haverá momentos de conferências, testemunhos, possibilidades de encontros para troca de experiências. A oração, como de costume, será a parte principal.

O padre Patrice Chocholski nos lembra que, junto com os congressos mundiais, são desenvolvidos há muitos anos os congressos continentais e nacionais da Misericórdia. Por exemplo, no final de outubro, em Bangcoc, Tailândia, acontecerá o segundo Congresso Asiático da Misericórdia. O padre francês ressalta que as comunidades budistas também participarão deste encontro de três dias na capital tailandesa. Como secretário-geral dos Congressos Mundiais e como pároco em Lyon, ele acrescenta: "Isto nos mostra que, para os católicos, para os outros cristãos e para os budistas, a Misericórdia é um tema comum determinante, que temos que compartilhar tendo em vista o futuro mundo globalizado".

Para mais informações, por favor, visite www.wacom2014.org