Congresso Mundial de Universidades Católicas prepara JMJ

Universidades católicas do mundo inteiro oferecem um pensamento forte

| 1156 visitas

ÁVILA, quinta-feira, 18 de agosto de 2011 (ZENIT.org) – A “aposta na pessoa”, a “missão evangelizadora” e a geração de uma “nova ciência resultante do diálogo” são os desafios atuais das universidades católicas, segundo as conclusões do I Congresso Mundial de Universidades Católicas.

Realizado em Ávila de 12 a 14 de agosto, o encontro foi concebido como preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), como explicou o prefeito da Congregação para a Educação Católica, cardeal Zenon Grocholewski, no discurso de abertura.

Diversos participantes do congresso assistirão ao encontro de Bento XVI com os professores universitários nesta sexta-feira, 19 de agosto, no mosteiro de El Escorial, perto de Madri.

A segunda edição do congresso de universidades católicas será realizada em 2013 no Brasil (na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em Belo Horizonte), justamente antes da próxima JMJ, que será realizada nesse país.

Quase 900 pessoas, de 40 nacionalidades, participaram do congresso, em representação de 20% das universidades católicas espalhadas pelo mundo.

O texto das conclusões do congresso, lido no dia do encerramento, indica que as universidades católicas devem ter como “distintivo” a “aposta na pessoa, tanto em sua dimensão individual como social”.

Além da identidade da universidade católica – e em relação a ela –, os debates do congresso abordaram também sua missão.

Sobre esta questão, o presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, que interveio no congresso no sábado, considera que as universidades católicas estão chamadas a oferecer uma significativa contribuição para a cultura e para a sociedade contemporâneas.

O prelado se referiu ao passo da experiência formativa ética e da elaboração cultural centrada em valores éticos a uma perspectiva mais ampla, que recupere as dimensões éticas, mas também ajude o homem e a sociedade atual a serem capazes de construir a sociedade.

Entre as conclusões do congresso, destacou-se também a necessidade de levar a cabo a missão evangelizadora nas universidades católicas e responder à petição de Bento XVI de “redefinir a identidade da tarefa universitária hoje, ampliando os horizontes da racionalidade”.

Esta ideia supõe “uma nova forma de entender a ciência, aberta às perguntas da filosofia e da teologia” e à prioridade de que as universidades se dediquem a “gerar uma nova ciência”, concluíram os participantes.

Para Dom Fisichella, a universidade, sobretudo a católica, deve dar relevância aos fenômenos culturais, interpretá-los e sobretudo saber orientá-los com um pensamento forte.

Além disso, devem ser capazes de acolher cada pessoa e de humanizar, destacando-se também pelo profissionalismo e pela formação baseada no ser humano, por expressar a força da fé.