Congresso sacerdotal: "A Igreja é uma história de amor"

Realizado na Mariápolis Ginetta em Vargem Grande Paulista do 21 a 24 de outubro

Brasília, (Zenit.org) Carla Cotignoli | 635 visitas

“Estamos acostumados a fazer reuniões para resolver problemas. Nestes dias nos encontramos para partilhar a vida, em comunhão fraterna, com a presença de Jesus entre nós”, é a constatação feita pelo Pe. Geraldo Francisco Pinheiro, da Arquidiocese de Goiânia-GO. Ele é um dos 80 sacerdotes e diáconos, que vieram de várias partes do Brasil, participar do Congresso anual Sacerdotal, de 21 a 24 de outubro, na Mariápolis Ginetta, cidadezinha do Movimento dos Focolares, nas proximidades da cidade de São Paulo. É a Espiritualidade da unidade que está na base das reflexões, dos momentos de diálogo em grupos e, especialmente, nas perspectivas de atuação eclesial propostas a partir do pensamento do Papa Francisco, quando define a Igreja como “uma história de amor”. 

Nos momentos de reflexão emergem sinais de convergência entre a eclesiologia expressa pelo papa  Francisco e a Espiritualidade da unidade. Diretor do Instituto Teológico de Santa Catarina, pe. Vitor Feller, em reflexão sinaliza como “eclesiologia prática” o pensamento do papa Francisco, revelando a Igreja como uma “história de amor” com profunda incidência na ação Pastoral. Confirma isso as experiências contadas por bispos, sacerdotes e leigos que vivem a Espiritualidade da unidade. Um painel com leigos de paróquias de São Paulo, Ribeirão Preto e São Carlos apresenta o Movimento Paroquial, expressão do Movimento dos Focolares nas Paróquias. Experiências visíveis da incidência Espiritualidade da unidade na pastoral, como a de um Condomínio na zona sul de São Paulo, onde nasce uma comunidade eclesial com missa mensal, catequese, grupos de aprofundamento da Palavra mas, especialmente, relacionamentos em comunhão, como antídoto para o individualismo e a solidão das pessoas.

Importância especial tem os momentos de diálogo entre os padres e diáconos, em pequenos grupos.

“Momentos muito importantes – como disse o Pe. Ciro Ricardo, Dourados-MS – pois não falamos de coisas distantes, mas de nós mesmos, sem fazer pregação aos outros, mas falar do que o Evangelho faz em nossas vidas”. Experiência que os sacerdotes e diáconos afirmam desejar multiplicar nas realidades diocesanas e paroquiais a partir da citação de Mateus 18,20, quando Jesus promete a sua presença entre os que estão unidos em seu nome. O entendimento de Chiara Lubich sobre a vida com “Jesu em meio”, é acolhido pelos padres e diáconos como  “vida da Trindade atualizada na dimensão espaço-temporal, fazendo de muitos um”, que incide na Igreja que vai sempre mais ao encontro das “periferias geográficas e existenciais”, como propõe o papa Francisco.