Congresso sobre Divina Misericórdia no terceiro aniversário de falecimento de João Paulo II

Presidido pelo cardeal Christoph Schönborn

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CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- O cardeal Christoph Schönborn, O.P, arcebispo de Viena, apresentou nesta quinta-feira à imprensa internacional no Vaticano, o Primeiro Congresso Apostólico Mundial sobre a Misericórdia (www.worldapostoliccongressonmercy.org), que acontecerá em Roma de 02 a 06 de abril de 2008, com a finalidade de se celebrar o terceiro aniversário de falecimento de João Paulo II. 

O prelado austríaco, que é presidente do Congresso, recordou que Karol Wojtyla «era fascinado, desde a juventude, pelos mistérios da misericórdia divina» e lembrou sua famosa frase pronunciada em 17 de agosto de 2002, durante a inauguração do Santuário da Divina Misericórdia, em Cracovia-Lagiewniki, quando afirmou: «Não existe outra fonte de esperança para o homem, que não seja a misericórdia de Deus».

O congresso, segundo o cardeal, busca «mostrar claramente que a misericórdia é o ponto principal da mensagem cristã». «Esta mensagem promove a paz no mundo, entre os povos e as religiões. Ajuda a descobrir a verdadeira face de Deus, como também, a verdadeira face do ser humano e da Igreja», assinalou. 

«Muitos fiéis consideram que foi um sinal especial o fato de João Paulo II ter morrido na véspera do domingo da Misericórdia, festividade que ele mesmo instituiu durante o santo ano 2000», recordou. 

Esta celebração está também intimamente ligada à figura de Faustina Kowalska (1905-1938), canonizada por João Paulo II em 30 de abril de 2000. 

O cardeal citou a mensagem que o Papa havia preparado para 3 de abril de 2005, mas que não pode ler devido a sua morte: «O amor muda os corações e dá a paz. Como é grande a necessidade de misericórdia no mundo!». 

«A morte impediu que este grande Papa difundisse essas palavras, mas sua mensagem não perdeu, em nada, a sua validade, nem a sua atualidade» - assegurou o prelado. 

O cardeal revelou que o congresso «é uma iniciativa da Igreja Católica, mas também terão a palavra personalidades não-católicas. O Papa Bento XVI prometeu, em fevereiro de 2006, seu apoio ao congresso e deu a sua benção».