Consciência dos cristãos no debate sobre o aborto deve fundar-se no Magistério

Segundo Dom António Souza Braga, bispo de Angra

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LISBOA, segunda-feira, 2 de fevereiro de 2004 (ZENIT.org).- Dom António Souza Braga, bispo de Angra, afirma que a Igreja «opõe-se, seja ao aborto, como à sua despenalização, não sendo de sua competência determinar a pena, na ordem jurídica civil».



As palavras do bispo constam em uma Nota Pastoral sobre o debate do Aborto, divulgada dia 30 de janeiro, segundo informa Ecclesia.

Os vários quadrantes políticos referem que é uma questão de consciência. Posição corroborada pelo prelado açoriano, mas ele acentua: «só que para um católico, inclusive político, a consciência tem de ser formada à luz do ensinamento da Igreja».

No referido documento, Dom António Braga sublinha que o sentido da argumentação de fundo da Igreja é este: «o fruto da concepção é um novo ser humano, que iniciou a sua própria existência. Precisa ser defendido, tanto mais quanto, no caso do aborto, é uma vítima inocente e indefesa. Um Estado de Direito tem de tutelar a vida, desde o começo até ao seu termo, com leis apropriadas».

O aborto é uma «medida drástica», que «não pode ser aceita, como método de contracepção, porque elimina uma vida». Perante este dado, a questão do aborto «não é uma questão religiosa. É uma questão de humanidade. A Igreja não faz outra coisa senão reforçar uma posição da razão humana, iluminando-a com a luz da Revelação Divina», afirma.