Conselho da Europa lança apelo pela defesa dos cristãos

Recomenda a proteção da liberdade religiosa nos Estados-membros

| 1240 visitas

ESTRASBURGO, sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - A Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa aprovou esta semana uma Recomendação composta por 17 pontos sobre "A violência contra os cristãos no Oriente Médio".

A Recomendação e a exposição de motivos foram escritas pelo membro italiano do Parlamento, Luca Volontè. Ela foi aprovada com 125 votos a favor, 9 contra e 13 abstenções.

O documento assinala que os cristãos têm estado presentes no Oriente Médio desde que o cristianismo começou, mas, durante o último século, as comunidades foram desaparecendo gradualmente.

O Conselho Europeu condenou especificamente dois episódios recentes de violência contra os cristãos: o ataque a uma igreja em Bagdá (Iraque), e o atentado de 1º de janeiro, em Alexandria (Egito). Mencionou também o episódio ocorrido no Natal, em Chipre.

A Recomendação afirma, além disso, que "a liberdade de pensamento, consciência e religião, incluindo a oportunidade de mudar de religião, são direitos humanos universais".

Um problema diferente

Um comunicado emitido pelo Centro Europeu de Direito e Justiça (ECLJ) acolhe com satisfação o resultado da votação dos membros da Assembleia e observa que a negação do papel do cristianismo na cultura europeia é "também um tipo de violência" contra os cristãos.

Referindo-se à perseguição de cristãos exercida pelos regimes comunistas e pelos fundamentalistas islâmicos, a declaração afirma que "a ideologia do secularismo também discrimina as religiões", em diferentes níveis.

Com relação a isso, "a Europa deve ser firme", acrescenta.

Mãos à obra

O Centro afirma que "a lista de medidas políticas concretas e claras" é "a mais importante conquista da presente Recomendação".

Estas incluem o apelo a "desenvolver um órgão permanente para monitorar as situações de restrições governamentais e sociais no âmbito da liberdade religiosa".

A Recomendação também exige uma política global de asilo baseada em motivos religiosos e a promoção de políticas que contribuam para reassentar os refugiados cristãos nos seus países de origem e apoiar as comunidades que oferecem um local de refúgio para as minorias cristãs no Oriente Médio.

Esta Recomendação segue os passos de uma resolução tomada pelo Parlamento Europeu há uma semana. E será seguida por um debate no Conselho Europeu (Bruxelas), por iniciativa dos governos da Itália, Hungria e Polônia, na próxima segunda-feira.

Para ler o texto completo da Recomendação, clique aqui.