Conselho Episcopal Pastoral avalia Jornada Mundial da Juventude

O evento, que prossegue até quinta-feira, dia 22, reúne a presidência da Conferência, os presidentes das comissões episcopais pastorais e seus respectivos assessores, bem como representantes dos organismos e pastorais vinculados à instituição

Brasília, (Zenit.org) | 397 visitas

Com ênfase no mês vocacional e nos ecos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), teve início, em Brasília (DF), mais uma reunião do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB. O evento, que prossegue até quinta-feira, dia 22, reúne a presidência da Conferência, os presidentes das comissões episcopais pastorais e seus respectivos assessores, bem como representantes dos organismos e pastorais vinculados à instituição.

O presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, presidiu a celebração de abertura, durante a qual destacou a importância das vocações para a caminhada da Igreja no Brasil. Em seguida, na primeira sessão do dia, os bispos e assessores avaliaram a Jornada Mundial da Juventude, realizada em julho deste ano, no Rio de Janeiro, com a presença do papa Francisco. O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, dom João Carlos Petrini, ressaltou a “sintonia dos jovens com o papa” e o nível de participação e do envolvimento dos jovens no evento. “Temos uma juventude de grande qualidade”, afirmou o bispo.

Já o presidente da Comissão para a Ação Missionária, dom Sérgio Braschi, destacou a presença da juventude missionária. Lembrou que a juventude de toda a América Latina foi convidada a celebrar a Semana Missionária, em Niterói. E logo depois, foi aberta a Sede Missionária, promovida pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) e que teve como objetivo proporcionar a todos os peregrinos a oportunidade de fazerem uma reflexão missionária, a partir da dinâmica da missão Ad Gentes e conhecer as POM e suas atividades de animação e cooperação missionária na Igreja.

Em visita ao Conselho Episcopal Pastoral, o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano, cardeal João braz de Aviz, disse que a Igreja “está em uma fase muito bonita, de simplificação, autenticidade, de encontro com a pessoa como ela é,  e com um papa que tem o coração do tamanho do mundo”.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, dom Severino Clasen, falou sobre a esperança do povo. “A JMJ mexeu com todos os seguimentos da sociedade. A figura no rosto é de ânimo. É preciso manter essa esperança”, exclamou o bispo.

Os jovens que não puderam participar por alguma razão também foram lembrados. O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz, dom Guilherme Werlang, que se encontrava em Moçambique nos dias em que foi realizada a Jornada, disse que muitos jovens moçambicanos encontravam-se com a cruz da JMJ e que tinham muito interesse em saber as notícias sobre o evento no Brasil.

O secretário-geral, dom Leonardo Steiner, pediu aos membros do Consep que refletissem sobre a mensagem do papa proferida durante o Encontro com o Episcopado Brasileiro, no dia 27 de julho. Na mensagem, segundo dom Leonardo, o papa insiste em questões como unidade, diversidade e  evangelização.

Análise de conjuntura

Durante a segunda sessão, o secretário executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB, Pedro Gontijo, apresentou a análise de conjuntura, na qual destacou a visita do papa Francisco ao Brasil, a situação da Síria, Tunísia e Egito; as relações entre Palestina e Israel; as eleições na América Latina ; a luta pela Reforma Política no Brasil; manifestações populares; Projeto de Lei de Iniciativa Popular Saúde +10, entre outros.

A respeito do Saúde +10, dom Leonardo Steiner lembrou o longo trabalho feito pela Igreja no Brasil. “Várias dioceses e pastorais se engajaram bastante na coleta de assinaturas. Chegamos ao final da entrega. Agora temos de acompanhar”, afirmou o secretário geral da CNBB. O projeto de lei prevê a destinação de 10% da receita bruta da união para a saúde.

Ainda nesta segunda sessão, o assessor político da CNBB, padre Geraldo Martins, falou sobre questões importantes que estão sendo discutidas no Congresso como, por exemplo,  a Reforma do Código Penal; os projetos que modificam a nova lei 12.845, que dispõe sobre a obrigatoriedade do atendimento a pessoas que sofrem violência sexual e a demarcação das terras indígenas.

Acolhida

O cardeal Raymundo Damasceno Assis apresentou ao Conselho Episcopal Pastoral e deu boas-vindas ao novo presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil, Irmão Paulo Petry, da Congregação dos Irmãos de São João Batista de La Salle (Lassalistas); à nova presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil, Marilza Schuina; e à nova assessora de imprensa, Eliane Muniz.

(Fonte: cnbb)