Contar histórias de Jesus Cristo aos pequeninos

Coluna de orientação catequética aos cuidados de Rachel Lemos Abdalla

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Rachel Abdalla

CAMPINAS, quarta-feira, 14 de novembro de 2012(ZENIT.org) - Sabe-se que, um dos principais objetivos de se contar histórias para as crianças é o da recreação, pois incentiva o instinto lúdico e criativo, enriquece as experiências, e diversas formas de linguagem são desenvolvidas para a melhor compreensão, amadurecimento e desenvolvimento pessoal e cognitivo. A arte de contar histórias propicia a partilha da alegria, o sentimento de euforia e amor que são guardados na lembrança desde muito cedo, como momentos divertidos, amorosos e inesquecíveis. Além do mais, contribui para ampliar o vocabulário, ajuda na formação do caráter, desenvolve a consciência entre o bem e o mal, e proporciona à criança vivenciar aquilo que ela imagina enquanto está ouvindo, e muito mais.

Dentro da proposta de evangelização, as histórias de Jesus formam as crianças para a ética e a moral, valores adequados aos princípios de vida cristã. E os ensinamentos cristãos devem ser passados numa linguagem apropriada e de forma lúdica, através do teatro, da música e dos desenhos. Eles transmitem valores importantes para o crescimento espiritual e despertam o raciocínio e o interesse para agirem de acordo com os princípios cristãos.

As crianças gostam de ouvir histórias e, com as histórias de Jesus Cristo elas aprendem desde cedo a conhecer e praticar as virtudes cristãs, ensinadas nos Evangelhos. E uma característica das crianças é querer ouvir muitas vezes a mesma história, e isso acontece porque ainda não conseguem captar toda a mensagem de uma só vez, portanto, quantas vezes elas pedirem para  repetir a mesma história, tantas vezes deve ser lida, contada ou dramatizada.

É importante ressaltar que toda história, quando contada por um adulto, serve como base para a formação e a construção da identidade da criança, a partir dos princípios que se quer passar. Se a história é cristã, ela passa valores cristãos e fraternos; se são contos ou lendas passam valores sociais e solidários, e assim por diante.

"O primeiro contato da criança com um texto é feito oralmente, através da voz da mãe, do pai, ou dos avós, contando contos, trechos da Bíblia, histórias inventadas (tendo a criança ou os pais como personagem), contados a qualquer momento do dia ou num momento de aconchego, à noite, antes de dormir, em que a criança está se preparando para um sono gostoso e reparador, e para um sonho rico, embalado por uma voz amada."[1] Ouvir histórias é sonhar acordado, e contar histórias para as crianças é se conectar ao mundo infantil.

A criança, quando ouve uma história, percebe que a voz do adulto está se dirigindo a ela como uma palavra de amor, pois, compartilhar um ensinamento é compartilhar um sentimento também, por isso, contar histórias é considerado, de fato, um ato de amor que envolve entrega, diálogo e afeto entre o que conta e o que ouve a história.

Contar histórias de Jesus Cristo para as crianças estimula o sentimento de amor e é um modo de ensinar como vivê-lo desde pequeninas, formando adultos mais seguros, pacíficos e preparados para enfrentar situações difíceis, com amor!

*Rachel Lemos Abdalla é Fundadora e Presidente da Associação Católica Pequeninos do Senhor e Coordenadora da Catequese de Famílias da Paróquia Nossa Senhora das Dores em Campinas, São Paulo; apresenta o 'Programete Pequeninos do Senhor', dentro do Programa 'Povo de Deus' da Arquidiocese de Campinas, na Rádio Brasil Campinas; e é membro da 'Equipe de Trabalho' do 'Ambiente Virtual de Formação' da Arquidiocese de Campinas.

Site: www.pequeninosdosenhor.com.br

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[1] Abramovich, Fanny - Literatura Infantil: gostosuras e bobices. Ed. Scipione: São Paulo, 2009, p. 14