Contemplação da Virgem revela consciência da grandeza da vida, diz arcebispo

Dom Raymundo Damasceno Assis, na festa da Padroeira do Brasil

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APARECIDA, segunda-feira, 15 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Segundo o arcebispo de Aparecida (São Paulo), a contemplação da figura da Virgem Aparecida, «de imediato, nos faz tomar consciência da grandeza da vida».



Dom Raymundo Damasceno Assis falou aos fiéis que lotavam a Basílica de Aparecida essa sexta-feira, quando no Brasil se celebrava a Padroeira do país, Nossa Senhora Aparecida. O Santuário Nacional recebeu nesse dia cerca de 150 mil peregrinos.

«Voltemos, por um instante, nossos olhares para a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, presente neste Santuário. O que ela nos revela, sob o manto que a reveste?», questionou o arcebispo, na missa das 10h.

Segundo explicou Dom Damasceno, a imagem da Virgem da Conceição Aparecida, encontrada nas águas do Rio Paraíba, representa uma mulher grávida: «ela está grávida de Deus».

«A pequenina imagem revela-nos o mistério da encarnação do filho de Deus, que assumiu a nossa humanidade no seio da Virgem Maria, por obra do Espírito Santo.»

Ela representa também, de acordo com o arcebispo, o mistério da concepção, que dá origem a toda vida humana, dom sagrado de Deus.

«Primeira discípula de Jesus, Maria sempre esteve a serviço da vida – da vida em plenitude. Ela é, aliás, a Mãe da Vida. Por ela, Jesus veio ao mundo para nos “dar vida e vida em plenitude” (Jo 10,10).»

«Essa é a grande novidade que a Igreja anuncia: a vida de comunhão com a Trindade Santa, começada no batismo, alimentada com o Pão da Palavra divina e com o Pão da Eucaristia e vivida no amor a Deus e ao próximo. É o início da vida eterna já vivida misteriosamente neste mundo, que chegará à sua plenitude na ressurreição final.»

«Essa vida de comunhão com Deus não exige de nós a renúncia a nossos desejos de plenitude vital, pois, porque quer nossa felicidade também nesta terra, Deus tudo criou “para que de tudo desfrutemos” (I Tm 6,17)», afirma Dom Damasceno.

«Maria, ao mostrar-nos seu Filho, assegura-nos que, n’Ele, as forças da morte já foram vencidas. Como povo peregrino, povo da vida e pela vida, voltemos o olhar para aquela que é “sinal de esperança segura e consolação” para cada um de nós», destaca o arcebispo.