Contra «dinâmica desenfreada e perversa do consumo», prática do jejum
Indicação de um arcebispo brasileiro
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BELO HORIZONTE, sexta-feira, 27 de março de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo de Belo Horizonte (sudeste do Brasil), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, indica a prática do jejum contra a «dinâmica desenfreada e perversa do consumo».
Dom Walmor explica que o jejum «é um exercício disciplinar portador de vários e indispensáveis benefícios na busca do próprio equilíbrio e na contribuição responsável para equilíbrios comprometidos no tecido social e político da sociedade contemporânea».
«Ora, não se pode desconhecer, embora seja uma tendência secularista existente, que há uma fome mais profunda instalada no mais íntimo do coração humano: a fome e a sede de Deus», afirma o arcebispo, em artigo enviado a Zenit hoje.
Segundo o arcebispo, o jejum «abre perspectivas para uma escuta que capacita o coração e a inteligência para uma tomada de consciência da situação carente na qual vivem tantos irmãos e irmãs».
Esta prática proporciona «o cultivo do estilo Bom Samaritano, incontestavelmente necessário para combater e tomar o lugar da cultura individualista e indiferente do momento atual».
O arcebispo recorda que Bento XVI indicou em sua mensagem para a Quaresma deste ano que o jejum «‘representa uma prática ascética importante, uma arma espiritual para lutar contra qualquer eventual apego desordenado a nós mesmos’».
«É irrefutável que a prática do jejum guarda uma possibilidade interessante nesta indispensável reeducação. Não permite definir a agenda da vida moderna simplesmente pela dinâmica desenfreada e perversa do consumo.»
Os apetites da natureza «precisam de controles», sublinha Dom Walmor. «Do contrário, a hegemonia de arbitrariedades vai empurrando a cultura e seus produtores no descaminho de uma verdadeira delinquência».
«Uma delinquência já presente por falta de sentido de limites e pelo desarvoro de se conceber a vida só como palco do prazer e do consumo.»
O jejum –prossegue o arcebispo– «ajuda o corpo, mortifica o egoísmo e abre o coração a Deus e ao próximo».


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