Contra relativismo, conhecimento de Deus em Cristo, indica arcebispo
Segundo D. Walmor de Azevedo, Jesus é «prova incontestável» do amor que é Deus
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Por Alexandre Ribeiro
BELO HORIZONTE, segunda-feira, 23 de junho de 2008 (ZENIT.org).- Para confrontar com o clima relativista contemporâneo, um arcebispo brasileiro indica a ênfase na convicção cristã do conhecimento de Deus em Cristo.
Segundo Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte (Minas Gerais), o cristianismo tem «propriedades e singularidades muito profundas» nas abordagens «da questão de Deus e das raízes da experiência de crer».
O arcebispo, em artigo enviado a Zenit sexta-feira passada, recorda palavras de Bento XVI, no seu discurso inaugural da V Conferência dos Bispos da América Latina e do Caribe, no Santuário de Aparecida, em maio de 2007.
«Se não conhecemos a Deus em Cristo e com Cristo, toda a realidade se torna um enigma indecifrável; não há caminho e, não havendo caminho, não há vida nem verdade», dizia o Papa.
O próprio Bento XVI, na sua Carta Encíclica «Deus é amor» (n. 1), «focaliza o ponto de partida, a raiz que fundamenta a fé cristã», aponta Dom Walmor.
«Não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande idéia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma pessoa, que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva», diz o Papa em sua carta.
Portanto --considera o arcebispo de Belo Horizonte--, «a fonte desta adesão de fé não é uma idéia ou uma abstração. Mas, uma pessoa. Uma pessoa não é argumento que se dilui em água. Pelo contrário, tem força».
«Esta força está configurada no Evangelho de Jesus Cristo. Uma força singular que não se reduz e nem mesmo depende simplesmente de grandes programas e estruturas», afirma.
Segundo Dom Walmor, esta força é «um amor, um amor recebido do Pai graças a Jesus Cristo pela unção do Espírito Santo. Portanto, é o dom do encontro com Jesus Cristo que configura o tesouro e a realidade da experiência de crer».
De acordo com o arcebispo, «há uma prova incontestável deste amor que é Deus revelado na pessoa de Jesus Cristo, razão e sentido pleno do dom deste encontro que transforma, torna-se sentido inesgotável de viver».
Não é, pois, «uma abstração». «Não é uma argumentação para mostrar uma lógica sem lógica.»
«A pessoa de Jesus Cristo é esta fonte e a prova incontestável deste amor que Deus é», afirma.
«Estas raízes profundas que se configuram em argumentos incontestáveis do amor de Deus, de sua existência e presença amorosa, Jesus Cristo, a plenitude da revelação de Deus, explicam a força das raízes católicas na arte, linguagem, tradições e estilo de vida», considera o arcebispo de Belo Horizonte.


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