Conversão de adulto não é atentado ao ecumenismo e diálogo inter-religioso, diz núncio

Representante vaticano no Brasil recorda batismo realizado por Bento XVI na Páscoa

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Por Alexandre Ribeiro

INDAIATUBA, quinta-feira, 3 de abril de 2008 (ZENIT.org).- O núncio apostólico no Brasil considera que a conversão de um adulto «não é um escândalo ou atentado ao ecumenismo e ao diálogo inter-religioso, como hoje se grita em nome do respeito aos direitos humanos, erroneamente interpretados».

Dom Lorenzo Baldisseri recordava à Assembléia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) --reunião de cerca de 300 prelados que se celebra em Itaici (São Paulo)-- o batismo realizado por Bento XVI de sete adultos, entre eles um muçulmano, na Vigília Pascal.

Ao presidir a missa no primeiro dia de trabalho da Assembléia, essa quarta-feira, Dom Baldisseri destacou que o anúncio de Jesus Cristo e seu Evangelho «não deve ser proclamado com medo».

Deve sim ser proclamado «com franqueza e coragem a todas as pessoas, sem distinção de raça, casta ou condição social, homens e mulheres de qualquer rincão da terra», disse.

De acordo com a Sala de Imprensa da CNBB, o núncio afirmou que existem grupos, até mesmo dentro da Igreja, «que se interpõem ao anúncio e impedem o batismo aos que não são cristãos, especialmente quando se trata de indígenas».

Dom Lorenzo Baldisseri sublinhou a necessidade dos fiéis manifestarem publicamente sua fé, de não terem vergonha de ser cristãos.

Missão Continental

O núncio no Brasil apontou aos bispos em Assembléia a necessidade de enfatizar as atenções no tema da grande missão continental proposta pela Conferência de Aparecida.

Em pronunciamento na abertura do evento, Dom Lorenzo Baldisseri afirmou ter «certeza de que os bispos irão trabalhar, nesta 46ª Assembléia, o tema da missão continental».

Nesse contexto, destacou o arcebispo, «o documento de Aparecida irá ajudar muito, no sentido de orientar para uma ação pastoral decisiva e eficaz».

O tema central da 46ª Assembléia Geral da CNBB são as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, texto pré-elaborado por uma Comissão da CNBB e que agora é discutido e passa por sucessivas revisões por parte dos bispos. O objetivo é que o documento seja aprovado até o dia 11 de abril.