Conversão é orientar decisivamente ao bem a própria vida

«Não significa aderir a ideias superiores», afirma cardeal Geraldo Agnelo

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SALVADOR, segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo de Salvador (Brasil), cardeal Geraldo Agnelo, explica que o convite à conversão, a mudar de vida, «se deve à vizinhança do Reino», «em vista da transitoriedade do mundo atual».

«Converter-se não significa aderir a ideias superiores, aceitar sublimes verdades. Significa somente orientar decisivamente ao bem a própria vida», afirma o arcebispo, em artigo enviado hoje a Zenit.

Converter-se significa «fazer que a existência não seja guiada pelo egoísmo, pela paixão, pelo desejo de sobrepor-se e explorar o outro, como acontece normalmente se nos examinamos um pouco a fundo».

«Não se trata somente de mentalidade, de atitude interior, de fazer isso ou aquilo, mas de novo estilo de vida, de novo modo de pôr-se diante de Deus pela fé.»

O cardeal explica que o chamado à conversão se faz porque o Reino está próximo.

«Com a manifestação de Deus em Cristo, a salvação não está mais longe: está revelada, está inserida como princípio de vida na mesma história do homem.»

«Porque o Reino de Deus está próximo, o homem pode converter-se. A conversão é um dom do Reino de Deus tornado vizinho», afirma.

De acordo com o arcebispo, antes do empenho pessoal, «há uma palavra que prende, uma convicção (uma graça) que renova. Deixar-se capturar plenamente por essa palavra significa converter-se».

«A palavra que convida à conversão é sempre uma palavra encarnada, vivida, experimentada por aquele que anuncia», destaca.

O cardeal Agnelo explica que a Igreja tem sentido e tem um futuro, «na medida em que se avizinha ao Cristo, profeta de Deus, na medida em que continua a sua missão».

Uma missão de «anúncio da verdade; de denúncia do mal, isto é de tudo que oprime o homem; de verdadeiro empenho a serviço da libertação e da promoção humana e cristã». 

«Sem preocupações pelas coisas do mundo, mas totalmente com as coisas do Senhor, isso é sem interesses mundanos de poder ou de prestígio, mas completamente comprometida com a palavra - empenho que liberta e salva», afirma o arcebispo.