Coréia, o Papa vai se reunir com os familiares das vítimas de um desastre naval

Os familiares das vítimas estão acampados há semanas para exigir justiça, na praça de Seul, onde o Papa celebrará a Santa Missa no próximo 16 de agosto

Roma, (Zenit.org) Redacao | 438 visitas

Agenda cheia de compromissos para o Papa durante a viagem que fará na Coreia do Sul na próxima semana. O comitê organizador anunciou, por meio da imprensa oficial Hur Young-yup, que o papa também vai se reunir com sobreviventes e os parentes das pessoas que morreram no acidente da balsa Sewol, 16 de abril desse ano. O encontro acontecerá no dia 15 de agosto, após a Missa da Assunção, que será celebrada no estádio em Daejeon.

A tragédia aconteceu no Mar Amarelo: uma balsa transportando 476 pessoas, incluindo 300 estudantes do ensino médio em uma viagem de campo, virou e afundou pouco depois de zarpar da cidade de Incheon rumo à ilha de Jeju. Somente 172 passageiros escaparam da morte.

Após o incidente, na Coreia do Sul surgiram fortes controvérsias. Ferozes críticas contra o capitão e alguns membros da tripulação do barco, acusados de ter abandonado a embarcação em vez de ajudar na evacuação e salvamento dos passageiros. Sobre eles agora pende uma acusação de homicídio culposo, enquanto forte é a pressão dos familiares das vítimas, que estão acampados há mais de três semanas na praça Gwanghwamun, em Seul, para pedir justiça (o mesmo lugar onde, no dia 16 de agosto, em ocasião da Missa do Papa, se espera cerca de um milhão de pessoas).

"Eles nunca vão retirar nossas barracas daqui até que as nossas exigências não serem atendidas”, disso aos repórteres Park Yong Woo, um membro da família e porta-voz dos manifestantes. Nesse meio tempo - como relatado por algumas fontes – há negociações com os representantes da Igreja Católica sobre a sua presença por ocasião da Missa do Papa.

Papa a quem os manifestantes enviaram uma carta que diz: "Santo Padre, por favor, te pedimos que chore conosco aqui juntos... Por favor, ore por nós e ajude-nos para que não nos expulsem da praça para preparar a sua Missa”.