Coreia: Que o Papa faça amadurecer a nossa sociedade

O presidente da Conferência Episcopal espera que a visita produza um salto qualitativo na evangelização

Roma, (Zenit.org) Redacao | 249 visitas

O Bispo de Cheju e presidente da Conferência episcopal coreana, mons. Pietro Kang U-il, em entrevista à agência AsiaNews inidicou que seu país “conseguiu grandes metas em todos os campos, mas que é preciso transformar o desenvolvimento mecânico conseguido até agora em um desenvolvimento humano: em campo político, econômico e também missionário”. Acrescentou que “agora precisamos parar e refletir sobre a nossa maturidade também como Igreja católica”.

Sobre o anúncio da chegada do Santo Padre disse que "hoje, o povo coreano, e não apenas os cristãos, mas também muitos que não pertencem à Igreja Católica, sinceramente estão esperando esta visita, com grande esperança e muitas expectativas diferentes."

Em particular todos esperam que “o Papa possa abrir um novo momento, uma nova fase para a reconciliação e a unidade entre as duas Coreias, a do Norte e a do Sul".

Lembrou que os últimos 64 anos foram de muita apreensão e sob constante ameaça de guerra e que "são muitas as pessoas divididas nas próprias famílias da região desmilitarizada, que por mais de meio século não conseguiram encontrar-se de novo desde a separação. Aqueles que deixaram a sua própria casa durante a última Guerra da Coréia (1950-1952) esperam desesperadamente uma reunificação, uma vez que muitos estão morrendo ou por velhice ou por doenças".

Sobre a situação na Coreia enfatizou que houve "nos últimos 50 anos um rápido desenvolvimento que outras nações teriam levado, pelo menos, 100 anos”. E no campo econômico, “embora a nação tenha conseguido feitos importantes (como demonstra o Pib), a diferença entre ricos e a massa pobre é quase insuperável."

No que diz respeito à evangelização, a Igreja teve grandes sucessos do ponto de vista das conversões. “No último meio século a população católica aumentou de 500 mil para mais de 5 milhões. Mas hoje começamos a perguntar-nos sobre a qualidade da evangelização”, disse.

Nesse sentido, afirmou, "hoje, a nossa sociedade deveria dar um passo a frente; do desenvolvimento econômico mecânico deve alcançar um desenvolvimento que integre realmente o ser humano; a democracia de fachada deve passar para uma democracia do espírito, que respeite realmente os direitos humanos e os valores da cada indivíduo; das atividades missionárias voltadas apenas para o exterior deve alcançar a maturidade evangélica na Igreja".

E concluiu, expressando sua esperança de que "o Papa provoque uma verdadeira oportunidade de mitigar o confronto hostil, abrindo o caminho para a paz. E rezemos para que possa incentivar a sociedade coreana para alcançar uma verdadeira maturidade humana em todos os níveis". (Trad.T.S.)