Crescimento evangelizador e missionário frutifica em vocações

Afirma o bispo que acolhe em Portugal o Congresso Europeu das Vocações

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Por Alexandre Ribeiro

PORTO, sexta-feira, 4 de julho de 2008 (ZENIT.org).- O bispo do Porto, D. Manuel Clemente, acredita que o crescimento das vocações ao sacerdócio na Igreja Católica «acompanhará o crescimento evangelizador e missionário da Igreja diocesana».

O prelado acolhe em sua diocese, no Seminário de Vilar, desde ontem até o próximo domingo, 90 delegados de vários países para o Congresso Europeu das Vocações.

O evento, que tem o lema «Samaritanos da esperança para uma Europa com futuro humano e cristão», pretende dar respostas ao desafio da queda do número de sacerdotes e consagrados no continente.

Nas palavras de boas-vindas aos congressistas, essa quinta-feira, D. Clemente afirmou que o continente europeu precisa de «esperança, horizonte rasgado e ideal mobilizador».

«Em Cristo, encontramos esperança, horizonte e ideal, tudo realizado já numa vida que venceu a morte e ultrapassa as melhores expectativas.»

«Desta convicção renascemos nós, como vida e vocação. Sabemo-lo bem e só por isso aqui estamos. Sabemos também que em Cristo nos é oferecida uma humanidade renovada e plena: ofereçamo-Lo então aos europeus que O esperam», afirmou.

O bispo enfatizou que, «como tantas vezes tem sucedido, o crescimento vocacional acompanhará o crescimento evangelizador e missionário da Igreja diocesana».

Na homilia da missa de abertura do Congresso, D. Manuel Clemente recordou o exemplo de São Tomé Apóstolo, que a liturgia celebrava ontem.

Não estando Tomé com os discípulos quando o Ressuscitado apareceu ‘naquele dia, o primeiro da semana’, ele não acreditou. Mas, ‘oito dias depois’, «então verá Jesus, experimentará a absoluta paz que só na ressurreição de Cristo desponta e soltará, por fim, a mais larga das profissões de fé: “Meu Senhor e meu Deus!”», recordou o bispo.

Segundo D. Clemente, é necessário que, «como Tomé, também cada um dos cristãos faça na comunidade a melhor experiência do Ressuscitado».

«Dessa experiência fundamental renascerá como “apóstolo”, irradiando vida pascal, deste ou daquele modo específico, como carisma e ministério».

«Sejamos nós suficientemente criativos para acolher, integrar e acompanhar eclesialmente cada adolescente, jovem ou adulto e a experiência cristã redundará em múltiplas vocações», afirmou o bispo.

O presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios (organismo da Conferência Episcopal Portuguesa), D. António Francisco dos Santos, afirmou a Agência Ecclesia que a pastoral vocacional não deve se confundir com esforços meramente humanos.

Ao recordar que é necessário encontrar novas formas de «caminhar com dinamismo, vigor, entusiasmo» e «cultivar o terreno vocacional», o bispo de Aveiro afirmou que «Deus continua a fazer surgir respostas generosas, de grande beleza».