Crise deixa Vaticano em números vermelhos pelo terceiro ano consecutivo

Informe econômico das instituições ligadas à Santa Sé e à Cidade do Vaticano

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CIDADE DO VATICANO, domingo, 11 de julho de 2010 (ZENIT.org) - A crise econômica mundial deixou as contas da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano em números vermelhos pelo terceiro ano consecutivo.

Assim constata o comunicado divulgado ontem pelo Conselho dos Cardeais para o Estudo dos Problemas Organizativos e Econômicos da Santa Sé.

Os números da Santa Sé

Segundo expôs a este Conselho o arcebispo Velasio De Paolis, presidente da Prefeitura dos Assuntos Econômicos, a Santa Sé registrou em 2009 um total de 250.182.364 euros de entradas e 254.284.520 euros de saídas, com um déficit de 4.102.156 euros.

A Santa Sé está composta por todos os organismos da Cúria Romana e das representações pontifícias no mundo, que não têm entradas por sua atividade; vivem das contribuições das dioceses, famílias religiosas e da generosidade dos fiéis.

Neste âmbito, é considerado todo o sistema de comunicação da Santa Sé, em particular a Rádio Vaticano, o jornal L'Osservatore Romano e o Centro Televisivo Vaticano.

Nas instituições da Santa Sé, prestam seu serviço 2.762 pessoas, das quais 766 são eclesiásticos, 344 religiosos (261 homens e 83 mulheres) e 1.652 leigos (1.201 homens e 451 mulheres).

Os números da Cidade do Vaticano

Dom De Paoli também apresentou o balanço econômico de 2009 do governo do Estado da Cidade dos Vaticano, isto é, esse pequeníssimo território soberano que, como qualquer cidade, conta com farmácia, supermercado, museus, ou seja, com atividades que geram entradas.

"Assim como outros Estados, o também neste ano o Vaticano experimentou os efeitos da crise econômico-financeira internacional, fechando com um déficit de 7.815.183 euros, uma variação positiva com relação aos 7,5 milhões de euros do ano passado", explica o comunicado.

No governo do Estado da Cidade do Vaticano, prestam seu serviço 1.891 pessoas, das quais 65 são religiosos (38 homens e 27 mulheres) e 1826 leigos (1.543 homens e 283 mulheres).

Nestes informes econômicos, não se leva em consideração o Óbolo de São Pedro, a contribuição oferecida por dioceses, famílias religiosas e fiéis para a caridade do Papa (não para os gastos da Santa Sé). Neste ano, aumentou novamente a generosidade dos católicos, que em 2009 contribuíram com 82.529.417 dólares (em 2008 as doações chegaram a 75,8 milhões de dólares).

O país que ofereceu mais dinheiro ao Óbolo de São Pedro foi os Estados Unidos. Em porcentagem por número de católicos, o Vaticano destacou as contribuições da Coreia e do Japão.