Crise econômica convoca testemunho dos empresários cristãos

Entidade portuguesa pede atenção ao risco de aumento da pobreza e do desemprego

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LISBOA, quarta-feira, 12 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- No contexto da crise econômica, os empresários cristãos são chamados a testemunhar sua liderança e os valores da Doutrina Social da Igreja, recorda uma entidade portuguesa.

A ACEGE (Associação Cristã de Empresários e Gestores) alerta para o risco de duas graves consequências da crise: o aumento da pobreza e do desemprego.

«A pobreza e o desemprego permanecem como os dois principais problemas da sociedade portuguesa e há um risco não negligenciável de se agravarem no próximo ano», afirma a entidade em nota difundida ontem.

«Todos os empresários e gestores deverão consciencializar a importância do seu papel neste contexto, assumindo-se como verdadeiros líderes sociais, gerando confiança e agindo de forma positiva e solidária, sobretudo em quadros de grande dificuldade.»

De acordo com a associação, em tempos de crise, «as principais preocupações de um líder empresarial cristão deverão ser a sustentabilidade da sua empresa e o dia seguinte dos mais fracos e necessitados».

«Devem ser feitos os melhores esforços para, num quadro de racionalidade econômica, evitar mais desemprego e mais pobreza», enfatiza.

A ACEGE apela a todos os empresários e gestores «para que as empresas por que são responsáveis paguem pontualmente as suas dívidas, não contribuindo para o agravamento da crise, nem tirando partido dela».

«Ao dever moral de pagar pontualmente, acresce hoje o dever moral de não agravar a crise e de não tornar ainda mais difícil a vida dos outros empresários e gestores e dos trabalhadores pelos quais são responsáveis.»

A associação também chama os empresários e gestores a que «não esmoreçam as políticas de responsabilidade social das suas empresas».

Neste contexto –prossegue a nota–, deve ser dada «especial atenção à questão do salário mínimo e ser feita uma avaliação, articulando critérios de sustentabilidade da empresa com critérios de generosidade e amor aos mais desfavorecidos, no sentido de apurar, em consciência, se é possível pagar acima do mínimo legal».

Ao destacar que «a ética teria evitado a crise mundial que hoje vivemos», a ACEGE sublinha «o papel decisivo dos valores, bem como do contínuo processo de formação ética dos empresários e gestores».