«Cristãos e muçulmanos estão chamados a viver juntos»

Segundo o sacerdote especialista em Islã Maurice Borrmans

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ROMA, domingo, 26 de agosto de 2007 (ZENIT.org).- Viver juntos é o objetivo ao qual estão chamado cristãos e muçulmanos, para «colaborar amistosamente no serviço do bem comum», sugere o islamólogo Maurice Borrmans.



O sacerdote da Sociedade dos Missionários da África esclarece em um breve libro em italiano, «ABC per capire i musulmani» San Paolo, 2007 («ABC para entender os muçulmanos»), conceitos como «sharia» ou lei, »jihad» ou esforço, e religião, sociedade e Estado ou «Dîn», «Dunyâ» e «Dawla».

Na Itália, os muçulmanos representam 1% da população, cerca de 500 mil pessoas, aponta o padre Borrmans.

Doutor pela Sorbona de Paris o missionário viveu vinte anos na Argélia e Tunísia, antes de mudar-se para Roma, onde ensinou no Pontifício Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos (PISAI). Atualmente, reside em Lyon (França).

Seu novo livro sobre os muçulmanos está articulado em quatro seções: em primeiro lugar, apresenta a história do Islã; em seguida, aprofunda na religião muçulmana segundo suas duas fontes: o Alcorão e a Tradição, ou Sunna, com seu culto e espiritualidade.

Borrmans, que no PISAI ensinou árabe, direito islâmico e espiritualidade muçulmana durante mais de trinta anos, oferece na obra uma terceira seção sobre o direito, a cultura e a política no Islã, e conclui com outra seção sobre as grandes linhas do diálogo islâmico-cristão.

Em suas páginas, o padre Borrmans brinda o exemplo dos últimos pontífices perante o Islã e fala, neste sentido, de «desafio cristão», que requer um «discernimento teológico» e um «compromisso profético».

Ex-consultor do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, o padre Borrmans é também autor de «Gesucristo e i musulmani del secolo XX», San Paolo, 2000 («Jesus Cristo e os muçulmanos do século XX»).