Cristãos têm missão de oferecer o Natal ao mundo
Afirma Dom António Francisco dos Santos, bispo de Aveiro
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Por Alexandre Ribeiro
AVEIRO, segunda-feira, 17 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Ao dedicar aos fiéis uma mensagem natalícia, Dom António Francisco dos Santos afirma que os cristãos têm a missão de oferecer o Natal ao mundo.
«Em época de assumida globalização, cumpre-nos oferecer o Natal ao mundo, anunciando o nascimento de Jesus, o Filho de Deus e Príncipe da Paz», afirma o bispo de Aveiro (Portugal), na mensagem difundida hoje por Agência Ecclesia.
Segundo o prelado, os cristãos «têm esse direito» e devem ainda assumir «com alegria, serenidade e coragem» a missão de «fazer que o Natal de Jesus se renove e celebre no íntimo do coração humano».
Também «no ambiente sagrado da família e na liturgia festiva da comunidade, a fim de que o mundo acredite e a esperança de um futuro feliz para a humanidade se multiplique», acrescentou.
De acordo com Dom António dos Santos, multiplicar a esperança que nasce do Natal no mundo exige dos cristãos «abertura e generosidade», para assim «sermos no contexto concreto da nossa vida “samaritanos da esperança”».
Neste tempo de Advento e de Natal, o bispo recorda os ensinamentos de Bento XVI em sua recente encíclica, Spe Salvi, que aponta como lugares de aprendizagem e de exercício de esperança a oração, o agir e sofrer humanos e a perspectiva do encontro definitivo com Cristo.
«É necessário desde já sabermos ler e viver o Natal à luz das bem-aventuranças e das obras de misericórdia», diz o prelado.
«Só assim celebraremos Natal como discípulos de Cristo e “samaritanos da esperança”, no coração de uma civilização em mudança e no âmago de uma cultura em busca de fundamento, de sentido e de rumo», destaca.
Ao recordar que Deus é a esperança do mundo, o bispo afirma que é deste Deus que o Natal deve falar.
«E da coragem e da verdade deste anúncio e deste encontro com a Pessoa e com o Acontecimento de Cristo devem nascer sonhos, decisões e gestos criativos de amor irmão com todos», enfatiza.
«Levar Deus, em gestos de amor fraterno, em olhares serenos e em atitudes de ternura, de esperança e de bênção às crianças, aos jovens, aos doentes, aos idosos, aos pobres, à etnia cigana e aos estrangeiros, tão numerosos entre nós, é uma bela forma de celebrar o Natal de Cristo, vivo e ressuscitado.»
Segundo o bispo de Aveiro, multiplicar a esperança é «o milagre permanente que, hoje e sempre, se deve pedir aos cristãos, discípulos de Cristo, iluminados pela Palavra e alimentados pela Eucaristia que Ele nos deixou».


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