«Cristo Rei» manifesta plano amoroso de Deus, diz arcebispo

Dom Odilo Scherer recorda solenidade que encerra ano litúrgico, este domingo

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SÃO PAULO, quinta-feira, 22 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Ao recordar a festividade que marca o encerramento do ano litúrgico, o domingo de Cristo Rei, o arcebispo de São Paulo destaca que esse título dado a Jesus «fala do desígnio de Deus criador e salvador para a existência humana: um plano amoroso, que dá sentido ao nosso existir».



Segundo explica Dom Odilo Scherer, em mensagem aos fiéis difundida pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) esta quinta-feira, a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, como é denominada, «nos faz pensar no significado da existência deste mundo, da vida humana e do nosso peregrinar pela história».

«Mais que especular sobre o significado político do título de rei, dado a Cristo, os textos da liturgia, belíssimos e ricos de significado, apontam para o desígnio de Deus sobre o presente e o futuro da humanidade e deste mundo», afirma.

De acordo com o arcebispo de São Paulo, através do seu ato criador, Deus revela sua glória em cada criatura e chama os seres humanos a participarem livremente da vida no seu “reino”.

«Ainda mais, no Mistério da Encarnação do Filho eterno em nossa condição de criaturas, Deus manifesta de maneira clara sua proximidade em relação ao mundo e aos homens.»

«Jesus anuncia o reino de Deus “chegando” e “já presente” no mundo, como sendo a grande e boa notícia que deve ser acolhida com alegria; e convida todos a aderirem ao reino de Deus e a entrarem nele, desde agora», escreve.

Dom Odilo Scherer afirma que toda a vida de Jesus, assim como sua pregação e sua atividade, foi um testemunho de que, com Ele, o reino de Deus de fato já estava presente entre os homens.

«Os males eram superados, os demônios, vencidos, os pobres, os doentes, os pecadores e todos os privados de sua dignidade eram “salvos”, a vida e a dignidade eram restituídas e todos estavam sendo chamados ao encontro com Deus.»

O arcebispo destaca ainda que Jesus também convidou à conversão. «O reino de Deus requer vida nova e a superação das maneiras de ser, de pensar e de se comportar que não coadunam com o modo de vida e com a lei do reino de Deus.»

O reino da morte precisa dar lugar ao reino da vida – afirma o prelado. «E cada pessoa é convidada a colaborar livremente e com a ação constante para adequar o “reino dos homens” ao reino de Deus», escreve.

Segundo explica Dom Odilo Scherer, «o título de “Cristo Rei” dado a Jesus fala, portanto, do desígnio de Deus criador e salvador para a existência humana: um plano amoroso, que dá sentido ao nosso existir».

«E todos os cidadãos do reino de Deus, beneficiados pela salvação, são chamados a serem discípulos e missionários de Cristo Rei, para que todos possam acolher a Boa Notícia e transformar suas vidas e as estruturas da convivência humana de acordo com a proposta do reino de Deus», afirma o arcebispo.