Cuba: Igreja informa nomes de outros três presos que serão libertados

Os sete primeiros libertados viajaram à Espanha

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HAVANA, quarta-feira, 14 de julho de 2010 (ZENIT.org) - Enquanto o arcebispado de Havana (Cuba) publicava ontem os nomes de outros três presos que serão libertados em breve, os primeiros sete liberados foram para Espanha, em dois aviões, acompanhados de seus familiares. A exemplo destes, serão libertados outros, até completar 52, que foi o número dado pelo governo cubano após o diálogo iniciado com a Igreja no dia 19 de maio.

O arcebispo de Havana, em nota publicada nesta terça-feira por seu porta-voz, Orlando Márquez Hidalgo, dizia: "Em continuidade com o processo de libertação de prisioneiros, é informado que outros três serão libertados em breve".

Os nomes dos beneficiários da medida, segundo a nota, são: Jesús Mustafá Felipe, Omar Rodríguez Saludes e Antonio R. Díaz Sánchez.

"Desta forma - conclui a nota -, chega a 20 o número de prisioneiros que aceitaram a proposta de sair da prisão e ser levados à Espanha."

Isso é só o começo. "Todos os presos cubanos (52) serão liberados de forma gradual", garantiu nesta terça-feira, em Santander, o ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, que participou da ação diplomática.

Os aviões aterrissaram em Madri ontem, ao meio-dia. "Vieram acompanhados de seus familiares - de 62 a 65 pessoas. Ao chegar, eles poderão escolher o país em que desejam permanecer", concluiu Moratinos, para explicar que "todos contarão com o apoio e assistência do governo espanhol".

A Comissão Espanhola de Ajuda ao Refugiado (CEAR) e a Cruz Vermelha Espanhola lhes proporcionarão o primeiro apoio logístico. "Desfrutarão de todos os direitos, como cidadãos livres que são, para começar uma nova etapa", concluiu o ministro.

O mais importante, segundo Moratinos, é "a mensagem lançada pelo presidente cubano, Raúl Castro, para encerrar o capítulo de presos políticos em Cuba", em referência às conclusões das reuniões mantidas há vários dias em Havana pelo ministro, cardeal Jaime Ortega, e pelas autoridades da ilha.

O presidente cubano, Raúl Castro, comprometeu-se no dia 7 de julho com o cardeal Jaime Ortega e o ministro espanhol de Assuntos Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, em libertar os 52 presos de consciência do Grupo dos 75 que estão na cadeia. Segundo o acordo, os familiares dos presos poderão retornar a Cuba livremente e não perderão  suas moradias nem propriedades; porém os ex-reclusos deverão obter uma autorização para retornar.