Democracia enfraquece em Honduras
Segundo a Comissão Nacional de Pastoral
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Por Nieves San Martín
SIGUATEPEQUE, segunda-feira, 8 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Os membros da Comissão Nacional de Pastoral de Honduras se reuniram em Siguatepeque, na semana passada, e emitiram um comunicado no qual advertem que a democracia está enfraquecendo no país.
SIGUATEPEQUE, segunda-feira, 8 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Os membros da Comissão Nacional de Pastoral de Honduras se reuniram em Siguatepeque, na semana passada, e emitiram um comunicado no qual advertem que a democracia está enfraquecendo no país.
A Comissão que se reuniu nos dias 1 e 2 de junho para analisar a situação do país denuncia que o país “está vivendo uma catástrofe de maior intensidade que o sismo que removeu muitas estruturas físicas no território e, quase como um símbolo, afetou a ponte da Democracia que se estende entre a cidade de El Progreso e o Palácio de Justiça de San Pedro Sula”.
“Vemos como o sistema democrático afunda cada vez mais com a perda de credibilidade e confiança da população em suas instituições: a Constituição da República, os partidos políticos, os poderes legislativo, judiciário e executivo, o Tribunal Superior de Contas, etc...”, acrescenta.
Parece, destaca a Comissão, “que se esqueceu do povo e do bem comum, razão para a qual existem o Estado, os partidos políticos e todas as demais instituições. Busca-se somente o benefício pessoal ou de grupos, enquanto que as grandes maiorias continuam vivendo com problemas agudos, frutos de um sistema injusto e sem equidade.
O mais triste é a passividade, a indolência e a indiferença com que a maioria da população olha para esta situação, deixando de ser protagonista de sua história”.
Ante esta situação, a Comissão realiza sua própria reflexão pastoral: “Cremos que o bem comum está acima de qualquer bem particular, e que o ‘Estado existe para assegurar a seus habitantes desfrutar da justiça, da liberdade, da cultura e o bem-estar econômico e social’ (Constituição da República de Honduras, Art. 1). ‘O bem comum, ao qual a autoridade serve no Estado, realiza-se plenamente apenas quando todos os cidadãos estão seguros de seus direitos’ (Redemptor Hominis 17g)”.
“Nossa fé nos ensina que a justiça não pode esquecer da defesa do pobre, do fraco e do oprimido e que quem distorce o direito e viola ou manipula as leis atenta contra a vida e a dignidade da pessoa humana criada por Deus”, acrescenta.
A Comissão considera que “as promessas sobre o respeito à data das eleições e a transição ao novo Governo é a vontade do povo e devem ser respeitadas de acordo com as leis”.
Sem negar que existam elementos da Carta Magna que poderiam ser melhorados para responder aos interesses de todos, afirma a Comissão, “falta uma análise profunda e serena para conhecer os elementos que precisam ser mudados, e especificar que artigos da constituição não estão conduzindo à justiça, à liberdade e à qualidade de vida”.
Uma proposta para solucionar a crise atual, sugere a Comissão, “poderia ser que o Congresso da República aprovasse uma Lei Orgânica para as figuras do Plebiscito e o Referendo já existentes em nossa Constituição”.
E conclui pedindo “que a sabedoria divina nos ilumine para buscar melhores caminhos da paz e que Nossa Senhora de Suyapa, mãe de todos os hondurenhos, proteja sempre nosso povo”.


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