Dia Mundial do Autismo: "não extinguirem a esperança"

Mensagem do Presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde. Conferência sobre autismo será realizada no Vaticano em novembro

Roma, (Zenit.org) Redacao | 193 visitas

Hoje se celebra o Dia Mundial do Autismo, por esta razão, a Igreja deseja expressar “a proximidade e a solicitude para esta realidade que vivem as pessoas afetadas” pelo autismo, e em particular “às famílias que partilham cotidianamente desta experiência” Afirmou Dom  Zygmunt Zimowski, Presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde, durante Congresso realizado hoje no Campidoglio, em Roma, dedicado ao autismo.

Nossa atenção, disse, é para “não extinguirem nelas a esperança, mas apoiá-las para que não se sintam perdidas ou em crise nas suas relações afetivas. Existe uma real dificuldade de integração e de comunicação que passa da pessoa autista a quem entra em contato com ela”.

Você já deve ter se perguntado "como combater esse estigma", Monsenhor Zimowski observou que para isso é necessário “seguir um caminho de integração na comunidade, rompendo o isolamento e as barreiras impostas pela patologia e pelo preconceito, através do reforço das relações interpessoais”. Além disso, “com o apoio do compromisso social, com ações sinérgicas no âmbito da cura, da informação, da comunicação e da formação, favorecendo de tal modo a mudança para uma verdadeira compreensão e para a aceitação da doença, que nunca nega ou diminui a dignidade de que é revestida cada pessoa”.

Assim, o Dom Zimowski anunciou que a atenção da Igreja neste trabalho de apoio e de esperança renovada no âmbito da patologia do autismo, será manifestada de forma concreta. De 20 a 22 de novembro, terá lugar no Vaticano o XXXIX Congresso Internacional organizado pelo Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde, cujo tema será: “O autismo, doença de muitas faces: gerar a Esperança”. Será uma oportunidade para “a comunidade científica, as famílias e as instituições de formação e de inserção social debaterem e assumirem compromissos”, especificou.

Por fim, citou as palavras do Santo Padre na Exortação Apostólica Evangelii gaudium, onde afirma ser “indispensável prestar atenção para sermos próximos às novas formas de pobreza e de fragilidade nas quais somos chamados a reconhecer Cristo sofredor, mesmo se isto aparentemente não nos traga vantagens tangíveis imediatas”. Portanto, "dessa proximidade, que não exclui ninguém, mas acolhe a todos com respeito, poderá emergir e consolidar-se uma esperança que atenua os momentos de desespero, desconfiança e de rendição”. 

(Trad.MEM)