Direito Natural garante segurança, assegura Papa

Em seu discurso ao Corpo Diplomático por ocasião do início do ano

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CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 7 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Ao fazer uma revisão da situação internacional junto aos embaixadores acreditados na Santa Sé, Bento XVI confessou hoje sua preocupação pela fragilidade da segurança e propôs o direito natural como garantia da convivência.

Em sua tradicional intervenção de início do ano, na qual revisou algumas das situações mais candentes do planeta, o Papa comemorou os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem, «um dos maiores títulos de glória das Nações Unidas».

Após ter analisado as dificuldades para a paz em regiões como a Terra Santa, ou em países como o Iraque, o Líbano ou o Paquistão, o bispo de Roma constatou «com clareza a fragilidade da segurança e da estabilidade no mundo».

«Os fatores de preocupação são diferentes; contudo, todos testemunham que a liberdade humana não é absoluta, mas que se trata de um bem compartilhado, cuja responsabilidade incumbe a todos», reconheceu.

«Em conseqüência – declarou –, a ordem e o direito são elementos que a garantem. O direito só poderá ser uma força eficaz de paz se seus fundamentos permanecem solidamente ancorados no direito natural, dado pelo Criador.»

Por este motivo, assinalou, «não se pode nunca excluir Deus do horizonte do homem e da história. O nome de Deus é um nome de justiça, representa um chamado urgente à paz».

Segundo o pontífice, «esta tomada de consciência poderia ajudar, entre outras coisas, a orientar as iniciativas de diálogo intercultural e inter-religioso».

«Estas iniciativas são cada vez mais numerosas e podem estimular a colaboração em temas de interesse mútuo, como a dignidade da pessoa humana, a busca do bem comum, a construção da paz e o desenvolvimento», informou aos embaixadores.

Entre outras coisas, recordou com gratidão a carta que lhe dirigiram 138 personalidades muçulmanas em 13 de outubro passado.

«Em todos os continentes – disse –, a Igreja Católica se compromete para que os direitos do homem sejam não somente proclamados, mas aplicados.»

O Papa pediu que «os organismos criados para a defesa e promoção dos direitos do homem consagrem todas as suas energias a este cometido, e em particular, que o Conselho dos Direitos Humanos saiba responder às expectativas suscitadas após sua criação».