Discípulo, ao depositar sua confiança em Jesus, pede na oração com toda liberdade

Afirma Dom João Braz Aviz, arcebispo de Brasília

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BRASÍLIA, sexta-feira, 27 de julho de 2007 (ZENIT.org).- Segundo o arcebispo de Brasília (Brasil), «no seguimento sincero do Senhor, o discípulo chega, pois, a depositar toda sua confiança Nele e, por isso, pede na oração com toda a liberdade».



Em mensagem aos fiéis comentando o Evangelho do próximo domingo, difundida pelo site de sua arquidiocese, Dom João Braz de Aviz recorda as palavras de Jesus «Pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto» (Lc 11,1-13).

Segundo Dom João, Jesus pronunciou essas palavras «como reposta aos seus discípulos, num momento em que Ele estava rezando, isto é, em profunda união com o Pai».

«Depois de ensinar-lhes a oração maravilhosa do Pai Nosso, Jesus insiste na necessidade de pedir a Deus, de procurar e de bater à porta», afirma.

«Jesus ensina-nos, pois, a oração de petição. É preciso pedir na oração ao Senhor e Ele atenderá segundo o que for melhor para nós, porque Deus é amor e só pode nos atender como expressão de seu amor.»

O arcebispo de Brasília recorda então o discurso de Bento XVI na abertura da Conferência de Aparecida, em maio passado.

«O que nos dá Cristo realmente? Por que queremos ser discípulos de Cristo? Porque esperamos encontrar na comunhão com ele a vida, a verdadeira vida digna deste nome, e por isso queremos dá-lo a conhecer aos demais, comunicar-lhes o dom que encontramos nele. Mas isso é assim? Estamos realmente certos de que Cristo é o caminho, a verdade e a vida?...», cita.

«Só quem conhece Deus, conhece a realidade e pode responder a ela de modo adequado e realmente humano. ... Deus é a realidade fundante, não um Deus só pensado ou hipotético, mas o Deus de rosto humano; é o Deus-conosco, o Deus do amor até a cruz. Quando o discípulo chega à compreensão desse amor de Cristo “até o extremo” não pode deixar de responder a este amor se não é com um amor semelhante: “Eu te seguirei por onde quer que fores” (Lc 9,57)», afirmava o Papa.

Dom João Aviz pede então que cada um dos fiéis verifique se sua oração pessoal ou em comunidade é feita juntamente com o esforço sincero de ser discípulos de Jesus.

«Se assim o é, nunca duvidemos de que Ele nos concede sempre aquilo que é o melhor para nós, mesmo que isso comporte também experimentar algum sofrimento», destaca o arcebispo.