Disposições sobre a pessoa do fundador da Legião de Cristo

Congregação formaliza diretrizes sobre a figura do padre Maciel

| 1587 visitas

ROMA, terça-feira, 14 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – O padre Álvaro Corcuera, L.C., diretor geral dos Legionários de Cristo e do Regnum Christi, depois de receber a autorização do cardeal Velasio De Paolis, delegado pontifício da Legião de Cristo, normatizou alguns aspectos em relação à figura do padre Marcial Maciel.

“O decreto, promulgado com data de 6 de dezembro, é fruto de numerosas considerações e sugestões e do sucessivo intercâmbio entre os superiores maiores da congregação”, explica nessa segunda-feira um comunicado emitido pela congregação.

O documento, que “formaliza, a grandes traços, o que em boa parte na prática já se tinha estabelecido ultimamente”, estabelece que “nos escritos institucionais, o modo de referir-se ao Pe. Maciel será ‘fundador da Legião de Cristo e do Regnum Christi’ ou simplesmente ‘Pe. Maciel’”. No passado, o fundador recebi com frequência o apelido de “Nuestro Padre”.

“Confirma-se a disposição que as casas da legião e do Regnum Christi não podem ser colocadas fotografias do fundador onde se encontre sozinho ou com o Papa.”

Segundo a nova normativa, “as datas relativas à sua pessoa (nascimento, batismo, onomástico e ordenação sacerdotal) não se festejam. O aniversário da sua morte, 30 de janeiro, será um dia dedicado especialmente à oração”.

“Os escritos pessoais do fundador e suas conferências não estarão à venda nas editoras ou nos centros e obras da Congregação”, acrescenta o documento.

“Na cripta do cemitério de Cotija onde descansam os restos mortais da família Maciel Degollado, do Pe. Maciel e de outros legionários de Cristo e membros consagrados do Movimento, se dará o valor que tem toda sepultura cristã como lugar de oração pelo eterno descanso dos defuntos.”

“Os centros de retiro em Cotija continuarão oferecendo os mesmos serviços que têm até o presente, mas se estabelecerá ali um lugar para a oração, reparação e expiação”, indica.

O comunicado da congregação esclarece que “ao introduzir estas disposições institucionais, o texto indica que os superiores, diretores e diretoras devem proceder ‘de acordo com os critérios deste decreto também para todas as questões que não se tratam explicitamente nele, tendo em conta a percepção da sua comunidade ou equipe’”.

“Além disso, respeitando a liberdade pessoal dos legionários de Cristo e membros consagrados do Regnum Christi, as normas estabelecidas deixam espaço para que aquele que desejar possa conservar de maneira privada alguma fotografia do fundador, ler os seus escritos ou escutar suas conferências. Do mesmo modo nada obsta que o conteúdo destes escritos possa ser usado na pregação”, continua indicando a congregação religiosa.

“Ao transmitir o decreto, o Pe. Álvaro Corcuera manifestou a sua firme esperança que esta postura institucional ajudará todos os legionários e membros do movimento Regnum Christi a centrarem-se na pessoa de Cristo e a continuarem muito unidos na caridade”, conclui o comunicado.