Divorciados que voltam a se casar: atenção particular da Igreja

Fala o bispo-regente do Tribunal da Penitenciaria Apostólica

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ROMA, terça-feira, 23 de março de 2010 (ZENIT.org).- O bispo-regente do Tribunal da Penitenciaria Apostólica, Dom Giovanni Francesco Girotti, abordou o tema da atitude dos confessores no delicado caso das pessoas divorciadas que voltaram a se casar.

Ele o fez aos microfones de Rádio Vaticano, no dia 8 de março, durante o curso anual da Penitenciaria Apostólica para jovens sacerdotes sobre “foro íntimo”, celebrado no Vaticano de 8 a 12 de março.

O prelado destacou que “a doutrina e a prática oficial da Igreja vigentes atualmente buscam percorrer uma rota fiel ao mandato recebido do Senhor, que é quem administra o perdão e a misericórdia”.

“A Igreja, frente às situações às vezes muito delicadas – como o caso dos divorciados que voltaram a se casar – e o Papa nos recorda isso muito frequentemente, atua sempre segundo o espírito de Jesus, que tem compaixão pelos pecadores”, acrescentou.

O confessor é “o administrador” deste ministério e não o “patrão”. Assim, “quando não pode dar a absolvição, dá as indicações, oferece os meios para poder se manter sempre no coração da Igreja”.

A Igreja “não pode faltar a seu mandato, não pode ocultar seus princípios, mas, apesar disso, a Igreja tem dever com estas pessoas, a quem não pode abandonar”, destacou.

O prelado também recordou que a Igreja, “em todas as suas intervenções, também recentes, demonstrou sempre uma atenção, um cuidado, um compromisso de ir ao encontro de situações humanamente difíceis e que parecem impossíveis de resolver”.

“Obviamente”, os divorciados que voltaram a se casar continuam pertencendo à Igreja, insistiu. E concluiu: “o cuidado que há que reservar-lhes é verdadeiramente uma tarefa digna de atenção”.