Dom Bosco místico

125 anos após a morte, um retrato inédito do pai dos salesianos

Roma, (Zenit.org) | 1627 visitas

Dom Bosco, simplesmente dom Bosco. Pai dos salesianos, pai dos jovens do passado, pai dos jovens de hoje, dom Bosco não tem idade, porque não é filho de ideologias, mas filho do evangelho e da tradição. Ele não sai de moda e ainda é mestre de todos, inclusive da Igreja.

125 anos após a sua morte, em 31 de janeiro de 1888, e no bicentenário do seu nascimento, a editora italiana La Fontana di Siloe apresenta o livro de Cristina Siccardi “Dom Bosco místico - Uma vida entre o céu e a terra”, retrato inédito do santo, publicado na forma impressa e como e-book.

Dom Bosco é um dos santos mais famosos e menos compreendidos da história da Igreja. Muitos acham que o conhecem, mas poucos o conhecem realmente. Não faltam livros sobre ele, mas a sua figura e espiritualidade raramente são apresentadas de maneira completa e correta.

À luz de documentos inéditos, Cristina Siccardi revela o coração deste sacerdote orgulhoso da condição de ministro do altar, imerso em espiritualidade e misticismo.
O sonho, a visão e o realismo na existência deste mestre de jovens se apoiam mutuamente, alimentando um ao outro.

O que emerge dessas páginas não é o "santo social", o "gerente" em voga nos anos 70 e 80, nem o precursor da psicologia moderna ou do Vaticano II, mas um homem feito de céu e de caridade, que trabalha para estabelecer o Reino de Deus na terra.

“Tudo passa: o que não é eterno não é nada”

"Esta não é uma biografia no sentido tradicional. Ela não traz aquela sequência de eventos pessoais e públicos, mas traça as causas e efeitos de uma vida marcada pela fé e pela presença do divino na simplicidade de um jovem, de um homem e de um santo que experimentou o que pode ser feito pela graça e que foi capaz de incutir em seus filhos o segredo da existência: ‘Tudo passa: o que não é eterno não é nada’" (Cristina Siccardi).

“O perscrutar dos corações, as profecias, os sonhos, as visões, os milagres, a bilocação, dons com que Deus enriqueceu este seu servo, embasaram a opinião universal de que, por disposição divina, a fim de promover o restabelecimento cristão da sociedade humana, desviada do caminho da verdade, Deus tivesse enviado João Bosco, o homem de origem humilde, desconhecido e pobre, sem qualquer ambição e ganância, mas impulsionado apenas pelo amor a Deus e ao próximo, zelosíssimo da glória de Deus, benemerentíssimo da civilização e da religião, que preencheu o mundo com o seu nome. E nós ainda o preenchemos, quase 200 anos depois do seu nascimento, porque nunca nos saciamos dele” (Dom Bosco místico, Cristina Siccardi).