Dom Sebastián, único superior legítimo de Lumen Dei

O Santo Padre pede acatamento ao comissário pontifício por ele nomeado

| 1127 visitas

Por Nieves San Martín

CIDADE DO VATICANO, domingo, 21 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Com data de 5 de dezembro, o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado vaticano, em nome do Santo Padre, enviou uma carta a todos os membros das associações que integram a União Lumen Dei confirmando a Dom Fernando Sebastián, arcebispo emérito de Pamplona, como comissário pontifício e «único superior legítimo» de tais associações.

Em sua carta aos sacerdotes, irmãos, irmãs e casais que integram esta União, o secretário de Estado afirma: «Em sua solícita providência em favor de sua Igreja e pelo bem espiritual e material de seus filhos, Deus não deixa de promover famílias e instituições que facilitem aos fiéis viver intensamente sua consagração a Deus e sua generosa entrega ao serviço dos irmãos».

Uma destas obras, acrescenta, «com a qual se viu recentemente enriquecida a Igreja de Deus, é a União Lumen Dei, da qual todos vós, de uma ou de outra maneira, fazeis parte. Escrevo-vos estas linhas, por ordem expressa do Santo Padre, com desejo de esclarecer vossas dúvidas e de expressar claramente sua vontade».

Em virtude da missão que o Santo Padre lhe tem confiada, segue a mensagem, «e em exercício legítimo de sua competência, a Congregação para os Institutos de vida consagrada e Sociedades de vida apostólica, com data de 15 de maio», nomeou comissário pontifício com atribuições de presidente geral das associações "União Sacerdotal Lumen Dei" e "União Lumen Dei" a Dom Fernando Sebástián Aguilar, cmr, «confiando-lhe pelo tempo que seja necessário, a juízo da mesma Congregação, o governo de Lumen Dei, em toda sua variada realidade, comas atribuições necessárias para promover o bem dessa querida Instituição».

«Com as presentes letras, por vontade expressa do Santo Padre e em seu nome – insiste a mensagem –, confirmo as decisões adotadas pela Congregação para os Institutos de vida consagrada e Sociedades de vida apostólica, com a segurança de que as aceitareis fielmente, a fim de que com a leal colaboração de todos vós favoreçam o crescimento e a consolidação de Lumen Dei como uma instituição católica, em perfeita comunhão eclesial, ao serviço da evangelização e da atenção aos mais pobres, assim como a vossa própria santificação».

Para o qual o Santo Padre requer «que todos os membros de Lumen Dei, sacerdotes, irmãos e irmãs, e casais», reconheçam o comissário pontifício «como único Superior legítimo de todas as pessoas e instituições que constituem a totalidade de Lumen Dei», e em consequência lhe prestem «sincera obediência religiosa», segundo pedem suas Constituições e o espírito de seus fundadores, «vendo nele o Comissário Pontifício e o representante da Igreja que recebeu o encargo – sublinha – de ajudar-vos e guiar-vos nesta importante etapa de vossa consolidação como Associação católica».

Em diálogo com a Congregação para os Institutos de vida consagrada e Sociedades de vida apostólica, e sob a direção do Comissário Pontifício, afirma, «deveis encontrar a forma jurídica definitiva mais adequada para Lumen Dei seguindo as sugestões expressas nos últimos números de vossas Constituições».

Se alguém – conclui a mensagem pontifícia –, «não se sinta animado a viver em clara e alegre obediência a estas decisões e recomendações, ou creia em consciência que não é este seu caminho, terá que buscar em outro lugar seu caminho de salvação e santificação com a luz e a graça do Espírito Santo».

Desta forma, o comissário pontifício dirige, acompanhando a carta/mensagem do cardeal Bertone, sua própria carta «aos queridos membros de Lumen Dei» e explica o parecer da Santa Sé sobre o problema interno desta associação católica.

«É um privilégio singularíssimo, que devemos valorizar e agradecer – diz Dom Sebastián –, que o Santo Padre tenha querido ocupar-se pessoalmente dos assuntos de Lumen Dei. Neste gesto temos que ver a solicitude maternal da Santa Igreja e a assistência da providência de Deus conosco por meio de sua Igreja».

E se entende em alguns pontos importantes. Em primeiro lugar, que o cardeal Bertone «por encargo do Santo Padre, confirma as decisões e disposições da Congregação para os Institutos de vida consagrada e as Sociedades de vida apostólica em relação a Lumen Dei».

«Em consequência – acrescenta –, fica confirmado, com a autoridade do Santo Padre, a nomeação do Comissário Pontifício e o final do mandato do Presidente Geral Interino e de sua Consulta».

A União Lumen Dei foi fundada nos anos 60 pelo sacerdote espanhol Rodrigo Molina Rodríguez, com um grupo de leigos, em Cuzco, Peru. Hoje está presente nos Estados Uindos, em numerosos países da América Latina e Espanha.

Para mais informação, seguem as cartas em espanhol:

--Carta del cardenal Bertone a los miembros de Lumen Dei

--Carta del arzobispo Fernando Sebastián a los miembros de Lumen Dei