Dom Zimowski: “os surdos também devem testemunhar o Evangelho”

Concluiu domingo no Vaticano o congresso “Effatá”

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CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 7 de junho de 2010 (ZENIT.org).- Dentro da Igreja há um apelo especial ao cuidado e à pastoral das pessoas surdas, para que “possam sempre mais contribuir para derrubar os muros detrás dos quais se fortalece a ainda mais grave surdez espiritual”.

Foi o que disse Dom Zygmunt Zimowski, presidente do Pontifício Conselho para a Saúde, no discurso inaugural do congresso denominado “Effatá, a pessoa surda, testemunha do anúncio do Evangelho”, organizado pelo dicastério nesse final de semana.

Dom Zimowski disse que é necessário que a Igreja continue promovendo o acesso das pessoas surdas à prática religiosa “no âmbito local e universal”.

Um dos objetivos desse congresso foi, como assinalou o próprio bispo, traçar “estratégias e instrumentos idôneos à melhoria e à promoção da pastoral e ao conceito da integração eclesial e social das pessoas surdas na Itália e na Europa, assim como em todo o mundo”.

O prelado assinalou que é importante que os cristãos “recordem o mandato recebido com o batismo e trabalhem pela difusão do Evangelho através do compromisso pessoal, o testemunho, convertendo-se em verdadeiros “arautos e testemunhos”.

“Assim estaremos comprometidos no ‘escritório’ onde nossas competências técnicas e científicas deem lugar a estratégias que resultem na instrumentação necessária”, disse Dom Zimowski.

No congresso também se discutiu sobre as instâncias pastorais e sacramentais para as pessoas surdas, a missão dela ad intra e ad extra, entre outros.