Dor do Papa pelos atentados na Uganda

No domingo haverá um dia de oração em todas as paróquias do país

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CAMPALA, sexta-feira, 16 de julho de 2010 (ZENIT.org) - O Papa Bento XVI enviou seus pêsames e sua proximidade espiritual às autoridades civis e a todos os afetados pelo massacre ocorrido na Uganda no domingo passado, que causou a morte de 74 pessoas e deixou numerosos feridos.

Assim deu a conhecer o arcebispo de Campala, Dom Cyprian Kizto Lwanga, em um comunicado emitido pela Rádio Vaticano, no qual disse que o Pontífice reza pelas vítimas, pelos feridos e pelos familiares que perderam seus entes queridos.

Festa que terminou em tragédia

O atentado, ocasionado pela milícia islamista somali Al Shabab (agrupação vinculada com Al Qaeda), perpetrou-se no domingo passado, em um clube de rugby situado em Campala, enquanto milhares de pessoas acompanhavam a Copa do Mundo.

O grupo fundamentalista já havia advertido que agiria de forma violenta na Uganda, devido à participação desse país africano na missão de paz estabelecida na anárquica Somália para apoiar o governo.

Dia de oração

Dom Cyprian Kizto Lwanga convocou para o próximo domingo, 18 de julho, um dia de oração para pedir pelas vítimas dos atentados.

Em um comunicado, expressou a "condenação pelos atos de violência sem sentido" que tocaram "indiscriminadamente pessoas inocentes", um atentado que "não leva absolutamente em consideração a santidade da vida humana".

Por isso, lançou um apelo "à renúncia a todas as formas de violência como meio para resolver os conflitos e porque, em qualquer momento em que haja incompreensões, permitam que a população abrace o diálogo na resolução dos problemas".