Drogas serão problema mais grave da Argentina

Adverte Dom Casaretto, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social

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ROSÁRIO, quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org-Aica).- No marco do Foro Social, Econômico e Político realizado no sábado passado na cidade de Rosário, o presidente da Comissão Episcopal argentina da Pastoral Social e assessor da Comissão Nacional de Justiça e Paz, Dom Jorge Casaretto, bispo de Santo Isidro, advertiu que «as drogas serão o problema mais grave dentro de alguns anos» se não se proporem ações concretas para sua prevenção.

Ao participar de um ato no Pátio da Madeira junto ao governador Hermes Binner, o prelado afirmou que para pensar em uma Argentina sem excluídos, será preciso trabalhar mais intensamente no tema da solidariedade e da cidadania.

«A preocupação fundamental dos argentinos – afirmou – deve ser o drama da exclusão social; nenhum de nós pode estar tranqüilo enquanto exista um só irmão nosso excluído, e muitíssimo menos esta proporção de pobreza e excluídos de 30%, como marcam os números nacionais.»

Frente a este problema e à necessidade de trabalhar mais em questões sociais e cidadãs, Dom Casaretto recordou que «a província não é uma responsabilidade do governador, como a cidade não é responsabilidade do prefeito, é de todos, e todos deveríamos ter algum tipo de participação na resolução dos problemas».

Após reiterar que «esta hipoteca social ainda é forte e não podemos correr o risco de que este avanço econômico nos faça esquecer desta altíssima porcentagem de irmãos que vivem essa dimensão de exclusão social», manifestou a preocupação da Igreja por como se regula a relação do Estado com a sociedade civil.

«Este é um dos problemas mais importantes da democracia, porque antes os políticos de alguma maneira eram as pessoas mais capacitadas, mais instruídas e hoje estamos na sociedade do conhecimento, e o conhecimento está na sociedade civil. Mas os políticos são os que tomam as determinações. Estes foros estão manifestando um princípio de solução, ao relacionar ao Estado com a sociedade civil», consignou.

No foro participaram 1.500 pessoas, inclusive a totalidade de ministros do gabinete provincial e um grande número de intendentes dos municípios que formam a província de Santa Fé.