Durante o voo, o papa se mostra preocupado com o desemprego juvenil

Francisco fez um breve pronunciamento aos jornalistas na partida para o Rio

Rio de Janeiro, (Zenit.org) Redacao | 326 visitas

Uma viagem para encontrar os jovens que precisam de ajuda para enfrentar as dificuldades de cada dia, como as do trabalho: esta é uma das ideias que o papa Francisco manifestou aos jornalistas durante o voo rumo à Jornada Mundial da Juventude.

O papa falou brevemente com a imprensa. "Vou encontrar os jovens, não jovens isolados, mas integrados na realidade de todos os dias, porque o isolamento deles é uma injustiça. Os jovens têm um pertencimento preciso; eles pertencem a uma família, a uma pátria, a uma cultura e a uma fé. Por isso, eles têm uma riqueza que constitui o futuro de um povo, mas o futuro que é também dos idosos, porque eles são os depositários da sabedoria da vida, da história, da pátria e da família. Um povo tem futuro quando vai para frente com a força dos jovens e dos idosos".

Francisco fez também uma reflexão sobre a crise econômica mundial e sobre o risco de desemprego que paira sobre os jovens. "Corremos o perigo de ter uma geração sem trabalho, e é do trabalho que vem a dignidade da pessoa, de poder ganhar o próprio pão". O papa compartilhou também um pensamento sobre a cultura do descartável, que se reflete no preconceito contra os idosos, quando o necessário é promover uma "cultura da inclusão, uma cultura do encontro".

O Santo Padre fez então um convite aos jornalistas: "Peço a ajuda de vocês para trabalhar pelo bem da sociedade, dos jovens e dos idosos".

O pe. Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, foi o organizador do encontro com os jornalistas. Valentina Alazraki, correspondente do canal mexicano Televisa na Itália, cumprimentou o papa em nome de todos e lhe deu de presente uma pequena imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Alazraki citou o episódio bíblico de Daniel na cova dos leões, brincando com a imagem que se costuma fazer dos jornalistas. O papa entrou na brincadeira e afirmou que “os leões, no fim, nem eram tão maus”.