É necessário evangelizar com televisão, explica porta-voz vaticano

Recorda os 25 anos do Centro Televisivo Vaticano

| 1759 visitas

CIDADE DO VATICANO, domingo, 21 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- «A própria essência do cristianismo, o anúncio de Cristo, rosto de Deus, mostra a necessidade de evangelizar com as imagens, e portanto também com o vídeo e a televisão», constata o porta-voz vaticano.

O Pe. Federico Lombardi S.I., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, explica os motivos pelos quais o Papa João Paulo II criou, há 25 anos, o Centro Televisivo Vaticano (CTV), que ele também dirige. 

No editorial deOctava Dies, produzido pelo próprio CTV, o Pe. Lombardi explica que «a missão da Igreja é o anúncio do Evangelho, é comunicação e, portanto, não pode prescindir hoje do uso da imagem, e especificamente também da televisão». 

«Há vinte e cinco anos, João Paulo II decidia dotar a Santa Sé de um instrumento televisivo próprio, fundando o Centro Televisivo Vaticano, estrutura pequena mas com a importante missão de 'contribuir ao anúncio universal do Evangelho utilizando os instrumentos e as linguagens típicas da comunicação televisivas'».

«Isto é o que tenta fazer o CTV, seguindo, dia a dia, o serviço eclesial do Santo Padre e as grandes celebrações litúrgicas no centro da cristandade. Bento XVI quis renovar-nos sua confiança animando-nos a colaborar com todos aqueles que operam no vasto mundo das comunicações sociais com o mesmo espírito. Televisão para a Igreja e para o Evangelho», afirma.

A função do CTV poderá ser constatada, por exemplo, nos próximos dias, pois com suas conexões, permite que bilhões de pessoas do mundo possam ver parte ou de maneira completa as celebrações presididas pelo Papa por ocasião do Natal.

«No tempo de Natal compreendemos de modo particularmente profundo a relação entre a imagem e o anúncio da salvação. O Filho de Deus encarnado é de fato imagem do Deus invisível, e o Novo Testamento – como lemos na primeira Carta de João – narra o que vimos com nossos olhos».

«Em toda a história da imagem se pôs ao serviço do anúncio cristão, desde as primeiras pinturas das catacumbas dos imensos ciclos de frescos e aos vitrais das catedrais para a instrução e a oração do povo, a impressão de gravações com argumentos evangélicos utilizados às vezes também pelos missionários... até nossos tempos em que a fotografia e a televisão originaram uma verdadeira cultura ou civilização da imagem», afirma o porta-voz.

O centro não é uma estação de televisão com uma programação própria, mas um centro de produção que grava e põe a disposição das televisões de todo o mundo as imagens da atividade do Santo Padre, ao vivo ou gravadas, segundo os casos.

Em um ano, o CTV transmite ao vivo cerca de 230 acontecimentos e arquiva cerca de duas mil horas de gravação.