É tempo de missão, diz arcebispo

Dom Raymundo Damasceno presidiu missa de encerramento de Congresso missionário

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APARECIDA, segunda-feira, 5 de maio de 2008 (ZENIT.org).- O arcebispo de Aparecida e presidente do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano), Dom Raymundo Damasceno Assis, reafirmou esse domingo o chamado a «partir em missão para evangelizar todos os povos».

Dom Raymundo Damasceno celebrou na manhã de ontem, ante 25 mil romeiros, na Basílica do Santuário de Aparecida (167 km de São Paulo), a missa de encerramento do II Congresso Missionário Nacional.

O evento, organizado pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM), Conselho Missionário Nacional (Comina), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), teve início na quinta-feira e reuniu 600 participantes.

Segundo informa a Sala de Imprensa da CNBB, o arcebispo de Aparecida reforçou o convite da Igreja na América Latina aos fiéis para que eles se tornem discípulos e missionários de Jesus Cristo.

«É tempo de arregaçar as mangas e partir em missão para evangelizar todos os povos», disse.

«Não podemos ficar em espera passiva, mas precisamos ir e anunciar que o mal e a morte não têm a última palavra», afirmou Dom Damasceno.

O arcebispo fez referência à festa litúrgica da Ascensão do Senhor, que a Igreja celebrava esse domingo.

«A ascensão de Jesus marca o início de uma nova etapa na história da salvação». «A Igreja é chamada a testemunhar Cristo ressuscitado. Quem se enamorou de Jesus Cristo não pode deixar de anunciá-lo», destacou.

Romaria

Esse domingo também foi dia em Aparecida de acolher uma romaria especial. Como já acontece há 107 anos, no primeiro domingo de maio a arquidiocese de São Paulo realiza sua peregrinação ao santuário mariano.

Liderados pela cardeal Odilo Pedro Scherer, mais de 20 mil peregrinos se reuniram após a missa das 10h para fazer uma procissão no entorno do Santuário.

Por ser o ano comemorativo do centenário da arquidiocese de São Paulo, esta romaria tinha um «sentido muito especial», segundo o cardeal Scherer. 

Em mensagem por ocasião da peregrinação, o arcebispo explica que este era um momento de agradecimento «por todo bem concedido por Deus à Igreja em São Paulo nesses últimos 100 anos».

Mas também oportunidade de pedir «a bênção à “Mãe querida” para que nossa Igreja em São Paulo saiba fazer hoje “tudo o que Jesus nos disse”; e que tenhamos o ardor e a coragem dos primeiros discípulos, para testemunharmos que Deus habita esta cidade e quer bem a todos os seus habitantes».

O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida pertenceu à arquidiocese de São Paulo até 1958, quando então passou para a arquidiocese de Aparecida, criada naquele mesmo ano.