Economia da comunhão para superar a crise

Focolares propõem cultura e prática da economia solidária

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Por Antonio Gaspari

LOPPIANO, sexta-feira, 21 de setembro de 2012 (ZENIT.org) - "Ao contrário da economia de consumo, baseada no ter, a economia da comunhão é a economia do doar".

A frase de Chiara Lubich, escrita nas camisetas dos jovens voluntários do LoppianoLab, contém o sentido da Expo Econômica de Loppiano, aberta ontem, 20 de setembro.

São quatro dias de reuniões, debates, seminários, workshops, testemunhos, parcerias entre empresas, trabalhadores e cidadãos, estágios de jovens, experiências de formação universitária e política... Em suma, a sociedade civil comprometida com a discussão “Itália- Europa: um só canteiro de obras entre juventude, trabalho e inovação”.

Enquanto as sombras da crise parecem apagar a luz do sol, cinquenta empresas tentam criar sinergias para produzir inovação, trabalho e futuro na Itália. O LoppianoLab se apresenta como a convenção de empresas que fazem da economia da comunhão uma prática diária, com o compromisso de construir uma plataforma comum de diálogo e de inovação para alimentar a confiança e a esperança.

Eva Gullo, presidente da Economia de Comunhão, reiterou que "a inovação é o caminho para o emprego". Por isso, "trabalho e inovação terão espaço privilegiado no lançamento de novos projetos e investimentos com foco nas áreas de energia renovável, agricultura e economia local".

Francesco Tortorella, 35, presidente da Equivers, cooperativa de comércio justo que vende bolsas e roupas no Brasil e no Uruguai, contou que o LoppianoLab lhe ensinou "uma forma mais avançada de interagir com empresários e consumidores": "Restabelecida a confiança e compartilhadas as dificuldades, nós podemos criar uma rede internacional de economia da comunhão, inclusive no campo dos operadores de turismo responsável".

Inspirada e promovida por Chiara Lubich, a Economia da Comunhão é um projeto que engaja 800 empresas em todo o mundo, com foco na pessoa humana e motivado por uma cultura econômica orientada à gratuidade e à reciprocidade.

Luigino Bruni, coordenador do projeto, resume a ideia da Economia da Comunhão explicando que ela "se concentra na produção e no trabalho, e não na especulação e no lucro".