Ecumenismo precisa de diálogo na verdade e fraternidade, reconhece Papa

Mensagem à Assembléia Ecumênica Européia que se celebra na Romênia

| 896 visitas

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 5 de setembro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI considera que para que o ecumenismo possa avançar para a unidade plena e visível dos cristãos, é necessário «o diálogo da verdade» e «o encontro no sinal da fraternidade».



Mas estes dois elementos, declara, precisam do «ecumenismo espiritual», ou seja, a conversão e a oração comum pela unidade.

Esta é a proposta que apresenta à Terceira Assembléia Ecumênica Européia, que se celebra em Sibiu (Romênia) de 4 a 9 de setembro, sobre o tema «A luz de Cristo resplandece sobre todos os homens. A esperança da renovação e da unidade na Europa».

Estas idéias são expostas em uma carta que se leu na manhã desta quarta-feira ante os dois mil delegados e participantes católicos, ortodoxos, anglicanos, batistas, luteranos, metodistas, pentecostais, reformados...

Na carta, o bispo de Roma explica que «o verdadeiro diálogo acontece onde não há só palavras, mas também escuta, e onde na escuta acontece o encontro, a relação, e na relação, a compreensão intensa como aprofundamento e transformação de nosso ser cristão».

«O diálogo, portanto – declara –, não afeta só o campo do saber e o que somos capazes de fazer. Mas faz o crente falar, e mais ainda, o próprio Senhor no meio de nós.»

O Papa apresenta assim os «dois elementos que devem orientar-nos em nosso compromisso: o diálogo da verdade e o encontro no sinal da fraternidade».

«Ambos têm necessidade do ecumenismo espiritual como fundamento» e recorda que o Concílio Vaticano II declara que a «conversão do coração e a santidade de vida, juntamente com as orações privadas e públicas pela unidade dos cristãos, hão de considerar-se como a alma de todo o movimento ecumênico».

A oração pela unidade, assinala o Santo Padre, «permite aos cristãos da Europa olhar com novos olhos Cristo e a unidade de sua Igreja».

«Também permite enfrentar com valentia tanto as lembranças dolorosas que não faltam na história européia, como os problemas sociais na era do relativismo hoje amplamente dominante.»

Por este motivo, o Papa se diz certo de que «o encontro de Sibiu oferecerá propostas preciosas para continuar e intensificar a vocação específica da Europa, propostas que têm que ajudar depois a construir um futuro melhor para sua população»