Egito: pelo menos 578 mortos e 4.200 feridos

Papa Francisco pede orações a Maria, Rainha da Paz

Roma, (Zenit.org) Redacao | 475 visitas

Apesar de continuar muito tensa a situação no Egito, começa a perceber-se uma relativa calma no país árabe. As autoridades decretaram estado de emergência que deverá durar um mês, com toque de recolher durante a noite.

Os distúrbios começaram na quarta-feira, quando as forças de segurança desmontaram os principais acampamentos de manifestantes simpáticos a Mursi no Cairo, o que provocou fortes enfrentamentos entre polícia e manifestantes islamistas. O choque se estendeu a outras cidades do país.

A comunidade internacional fez um apelo unânime à contenção a todos os protagonistas do conflito interno. A instituição sunita de Al Azhar, com sede no Cairo, pediu diálogo e reforçou que "o uso da violência nunca será uma alternativa às soluções políticas".

O balanço dos enfrentamentos de quarta-feira entre as forças de segurança egípcias e os seguidores do ex-presidente Mohamed Mursi é trágico: pelo menos 578 mortos e 4.200 feridos, de acordo com o Ministério egípcio da Saúde. Desse total, 202 morreram no Cairo, na praça Rabea al Adauiya, que foi destruída. O Ministério do Interior informa que 534 pessoas foram detidas.

O padre Paul Annis, superior da Congregação dos Missionários Combonianos no Cairo, se pronunciou na quarta-feira, 14, sobre as três igrejas que foram incendiadas em Sohag, Minya e Suez, e declarou à agência de notícias MISNA: “Os católicos também, assim como os coptas e os protestantes, preferiram fechar hoje as igrejas e os lugares de culto, para evitar incidentes. Amanhã, se a situação permitir, vamos voltar a abri-las para celebrar a Assunção de Maria ao céu. Mas a noite vai ser longa. A situação saiu de controle depois da notícia da detenção de alguns líderes da Irmandade”. Annis se refere à prisão de Mohamed el Beltagui, ex-secretário geral e um dos representantes máximos do movimento religioso.

O missionário observou que, enquanto a polícia e os manifestantes continuam em confronto nas ruas, os cristãos (minoria que representa 10% de uma população de 80 milhões de egípcios) “acompanham com preocupação a evolução dos acontecimentos”.

Os coptas temem vingança, porque o patriarca Tawadros II se alinhou com os militares que protagonizaram a destituição de Mohamed Mursi, no dia 3 de julho.

O papa Francisco fez ao mundo um pedido de orações em favor do Egito, invocando a intercessão de Maria, Rainha da Paz.