El Salvador: vida nas penitenciárias é sub-humana

Arcebispo Escobar Alas pede melhorias nas condições dos presídios

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SAN SALVADOR, domingo, 9 de maio de 2010 (ZENIT.org). - Após rebeliões que causaram duas mortes e deixaram 25 feridos, o arcebispo de San Salvador, Dom Escobar Alas, pediu no último domingo que se revisem e melhorem as "condições sub-humanas" de vida nos presídios de El Salvador.

Em uma coletiva de imprensa que seguiu à missa dominical, o arcebispo de San Salvador afirmou: "é um clamor público, uma voz pública, que a vida em nossos centros de detenção é sub-humana e precisa melhorar, tem de ser revisada".

Assinalou que "o Estado deve o controle nas mãos, porém as pessoas que cometeram crimes não perderam seus direitos fundamentais, perderam apenas o direito à liberdade e outros direitos a ela ligados (...). Como pessoas, o tratamento que recebem não é digno".

O arcebispo sugeriu que "países amigos" pudessem ajudar as autoridades salvadorenhas a encontrarem "os meios para melhorar a vida" dos detentos.

No início da semana, dois detentos morreram e outros 25 ficaram feridos em rebeliões nas penitenciárias de Cojutepeque e Sonsonate, que as autoridades ligaram a tentativas de fuga em massa, e que envolveram a detonação de bombas de fabricação caseira.

Desde 11 de abril passado, os detentos de uma dezena de presídios diferentes, entre os quais os de Cojutepeque e Sonsonate, estavam amotinados, recusando-se a voltar para suas celas e exigindo melhores condições.

As 19 unidades prisionais do país abrigam cerca de 23 mil detentos, número muito superior à sua capacidade - estimada em 8 mil.