Eleita nova presidente das Agostinianas Recoletas da Espanha

Madre Eva María Oiz Ezcurra, antiga secretária federal

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MADRI, terça-feira, 4 de outubro 2011 (ZENIT.org) – A Federação das Agostinianas Recoletas da Espanha elegeu como sua presidente, para os próximos 6 anos, Eva María Oiz Ezcurra, do mosteiro de Pamplona. A Madre Oiz era secretária federal.

A 10ª Assembleia dessas monjas de clausura aconteceu em Salamanca (Espanha), de 3 a 9 de agosto, e contou com a presença de Miguel Miró, pior geral da Ordem. Na reunião, participaram duas religiosas de cada comunidade: a priora e uma delegada. A elas se uniram a presidente federal e o seu conselho. Nesta ocasião, o número de participantes ascendeu a 44.

A nova presidente explica os objetivos prioritários da Ordem e revela que países como a Índia e o Peru pedem mosteiros de clausura.

As monjas agostinianas recoletas contam com 47 mosteiros, integrados em duas federações: a da Espanha e a do México. A primeira inclui 28 mosteiros na Espanha, 1 nas Filipinas e 1 no Quênia. Pertencem à federação da Espanha 265 irmãs.

A federação do México conta com 14 mosteiros, aos quais se une 1 nos Estados Unidos, 1 no Brasil e 1 no Quênia – este último de recente fundação.

Nesta assembleia, comenta a nova presidente, “buscou-se, acima de tudo, a fidelidade ao carisma contemplativo, em tensão de crescimento”.

“Esta foi a prioridade, em todos os níveis e a partir de todos os enfoques – sublinha. Acentuou-se o sentido eclesial da nossa vocação, a partir da oração, do louvor a Deus e da entrega diária em fidelidade.”

A assembleia alertou sobre as dificuldades que podem se dar na formação das candidatas, devido à diferença de cultura, idiossincrasia e classe social. E incentivou a formação contínua, levando em consideração a possibilidade de cursos conjuntos e outros meios de formação.

Sobre as perspectivas dos mosteiros na Espanha, a religiosa sublinha que, antes de tudo, é preciso “cuidar da fidelidade, da autenticidade”. “No resto, Deus irá dizendo. A atitude de luta pela sobrevivência é indomável”, acrescenta.

Em 2006, fundaram seu último mosteiro, no Quênia. Poucos anos antes, em 1992, aconteceu a fundação de Bacólod, nas Filipinas.

Por outro lado, prossegue, “há pedidos de fundação no Peru e na Índia, mas por enquanto não temos possibilidades, que devem ser em vários aspectos, para realizar isso”.

Que este é um caminho que leva à santidade, não cabe dúvida. A ordem tem 8 causas de beatificação abertas.

Entre as irmãs que se destacaram em santidade de vida, situa-se, à cabeça, a fundadora, Madre Mariana de São José.

“Muito belo e comovente seria conseguir da Igreja a confirmação da sua santidade de vida; mas não é o essencial – afirma a religiosa. O essencial é que o seu exemplo nos motive cada dia e, dessa maneira, sejamos dignas seguidoras suas.”

A Madre Eva María Oiz conclui destacando que “a assembleia incentivou os mosteiros a dedicar todo o seu empenho à promoção do seu conhecimento no Povo de Deus que nos rodeia”.